Desporto

Edgar Borges critica o elevado número de estrangeiros nos campeonatos não profissionais

Edgar Borges critica o elevado número de estrangeiros nos campeonatos não profissionais
  • 12 de Fevereiro de 2019, 10:08

O técnico, natural de Bragança, esteve no “Fórum de Futebol”, em Mirandela, na sexta-feira, e considerou que se estão a descaracterizar os clubes distritais com o excesso de jogadores estrangeiros, que, por vezes, são sujeitos a situações delicadas.

“Os campeonatos são de implementação regional e deviam ser o símbolo de uma determinada localidade ou região. Há casos, que basta as pessoas querer saber e terem a coragem de assumir, de jovens que vêm para aí a troco de uma sopa”.

Já quando se trata de clubes profissionais a questão é “discutível e não é tão polémica”. E quem pode travar o fenómeno? “Quem gere o futebol nacional, obviamente. Se realmente defendessem o jogador nacional essas situações não aconteciam. Uma coisa é aquilo que digo, outra é a que faço”.

Para o técnico a contratação em massa de jogadores estrangeiros faz parte de um processo de reestruturação que está a passar o futebol e mostra-se preocupado com o fenómeno.

O ex-seleccionador nacional dá mesmo como exemplo os campeonatos distritais como os de Bragança e Vila Real, em que o jogador português começa a ser uma raridade.

“Vejam a composição dos plantéis de equipas do distrital e vejam a nacionalidade dos jogadores que lá estão. É impressionante. E em locais do interior como Bragança e Vila Real. Como é que isto é possível? E já constatei isto em quatro clubes do distrital e do Campeonato de Portugal”.

Segundo os regulamentos da FPF as equipas só podem ter na ficha de jogo o máximo de seis jogadores não formados localmente. No entanto, a nível distrital as associações acabam por adaptar os regulamentos pois há clubes que só conseguem formar plantel com investimento em jogadores estrangeiros.

 

 

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