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Ginásio Clube Mirandelense pede demissão da presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai

Ginásio Clube Mirandelense pede demissão da presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai
  • 11 de Abril de 2019, 10:03

Segundo o GCM, desde Março de 2018, esta é já a 14ª recusa da federação a galas organizadas, em Mirandela, e sempre com a mesma justificação: falta de disponibilidade de árbitros.

Para a advogada do GCM, esta conduta da presidente da federação deve-se “a uma espécie de retaliação”, mais concretamente, pelo facto de José Pina ter ganho a batalha judicial contra a Federação sobre a legalidade do registo de marca nacional do “Aerokick IntensYtive Mix”.

Para Paula Borges a federação não tem suporte legal para justificar que não há árbitros. “É surreal que durante um ano, todos os árbitros da federação, que são cerca de 40, nunca estivesse disponíveis para marcar presença em Mirandela. Se fosse assim, pelos estatutos, já deviam ter sido suspensos e até expulsos”, refere.

Paula Borges dá conta de outro episódio de que a justificação de indisponibilidade dos árbitros é falsa. “Na inauguração da arena José Pina, não foi homologada a gala, por falta de árbitros, mudou-se o nome do evento para encontro de kickboxing e estiverem presentes vários árbitros e a federação brindou-os com processos disciplinares”, conta.

Confrontada com as críticas, a presidente da federação nega que sejam as questões judiciais que estejam por trás destas decisões de não homologar as galas. Ana Vital Melo diz que não tem a certeza “de que sejam tantas galas adiadas por esse motivo”.

“Não temos árbitros profissionais, mas apenas amadores. O que fazemos é enviar um email a pedir a disponibilidade deles, dado que se tratam de eventos privados, que não fazem parte do calendário nacional, pelo que se os árbitros não se mostrarem disponíveis, não faz parte dos requisitos”, explica.

Ana Vital Melo não nega que as relações entre a federação e o Ginásio Clube Mirandelense estão longe de serem cordiais, mas que estas decisões “não têm nada a ver com qualquer tipo de eventual retaliação”.

“O Ginásio Clube Mirandela está sempre a dizer mal da Federação, na pessoa do treinador, está sempre a denegrir a minha imagem, mas isso não tem nada a ver com os árbitros”.

Já a advogada do GCM nega que José Pina tenha denegrido a imagem da federação, como a presidente fez querer passar nas suas declarações.

Depois disto, Paula Borges entende que Ana Vital Melo “não tem condições para se manter ao leme da federação, devendo demitir-se” e desafia a própria presidente do Município de Mirandela a juntar-se ao clube nesta reivindicação, tal como fez, recentemente, com o pedido de demissão do inspector-geral da ASAE. “Deve-se fazê-lo na defesa dos interesses do próprio Município, relativamente às questões de âmbito desportivo”, concluiu a advogada.

 

Escrito por Terra Quente (CIR)

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