Futebol: GD Bragança e FC Carrazeda garantem presença na final da taça distrital
O campeão distrital venceu o Carção por uma bola a zero na segunda mão das meias-finais, com um golo de Davy.
Para Carlos Silva, técnico dos brigantinos, a vitória premeia a boa exibição da sua equipa. “Ganhámos o jogo sem qualquer margem para dúvidas e com uma excelente exibição, principalmente nos primeiros 45 minutos”.
O treinador diz estar cumprido mais um objectivo, mas já está à espreita da dobradinha. “Vencemos o jogo frente a uma equipa difícil, mas isso só valoriza o nosso trabalho. Foi um jogo bem disputado em que o Bragança foi, globalmente, foi superior. Podia dizer mais qualquer coisa, mas às vezes é melhor estar calado e fazer o balanço no final da temporada”.
Do lado do Carção, o técnico-adjunto, Ricardo Forneiro, lamentou a falta de pontaria da sua equipa. “Sabíamos que íamos encontrar um adversário difícil. Há decisões da equipa de arbitragem que não vou falar porque não vale a pena. Falhámos várias oportunidades de golo”.
No outro jogo das meias-finais, o FC Carrazeda empatou a uma bola no terreno do Rebordelo e segue para a final, já que tinha vencido o primeiro encontro por 2-1. Wilson fez o 0-1 aos 20 minutos e Tózinho igualou (1-1) aos 31’.
Michael dos Santos, técnico do Carrazeda, confessa que “não foi um jogo fácil” e que a sua equipa acabou “por ser mais feliz”.
A segunda metade trouxe dificuldades acrescidas ao FC Carrazeda face ao desgaste físico apresentado pelos seus jogadores. “Foi complicado gerir a segunda parte. O grupo é composto por vários juniores que fizeram o distrital de juniores e seniores. São jogadores com muita carga física em cima e isso notou-se, tivemos duas baixas importantes”.
Na história do Carrazeda esta é a terceira vez que o clube chega à final da taça distrital, tendo vencido as duas anteriores em 1995/1996 e 1996/1997. Michael dos Santos não esconde a vontade de voltar a levantar o troféu. “Temos o direito de sonhar. Queríamos esta final. Agora é chegar lá com respeito pelo Bragança e ganhar a final. Este grupo trabalhou muito para isto”.
Quanto ao Rebordelo ainda teve a esperança de inverter o resultado da eliminatória. Para Nuno Loureiro faltou eficácia no ataque. “Massacrámos o Carrazeda. Na primeira parte a primeira vez que foram à baliza fizeram golo e deitaram um pouco por terra a nossa estratégia. De qualquer forma não há nada a apontar aos meus jogadores. Tivemos imensas oportunidades e não marcamos, quando assim é paga-se caro”.
O técnico do Rebordelo apostou forte no ataque mas não foi suficiente para derrubar a muralha defensiva construída pelo Carrazeda. “O Carrazeda vinha para defender o resultado do primeiro jogo e fez um golo sem saber ler nem escrever, como se costuma dizer. Na segunda metade apostámos tudo, jogámos com oito homens na frente, mas não conseguimos fazer golo e há que dar os parabéns ao adversário”.
FC Carrazeda e G.D. Bragança são os finalistas da Taça Distrital da A.F. Bragança e vão defrontar-se no próximo domingo, dia 19, no São Sebastião, em Mirandela. As duas equipas têm ainda presença garantida na primeira eliminatória da Taça de Portugal na próxima época tal como o Carção, segundo classificado da Divisão de Honra Repsol Gás.