2500 pessoas esperadas para a IV Feira das Ciências em Bragança
Os alunos vieram das várias escolas do concelho e deixaram-se impressionar pelas coisas novas que puderam aprender. “Já vi as plantas a sugarem o corante que estava no copo e depois as plantas ficaram com a cor do corante”, contou Joana Norinho, de 10 anos. “Assim é mais divertido de aprendermos”, disse Flávia Salgado, também de 10 anos. “É a primeira vez que venho aqui e esta a ser muito divertido”, referiu Matilde Cheio, de 10 anos. “Já vi fazerem um vulcão explodir, já vi acendi uma luz e já vi insectos por um microscópio”, contou Anita Gonçalves, de 9 anos.
A iniciativa contou este ano com mais dois novos parceiros conforme salientou Ivone Fachada, directora do Centro Ciência Viva de Bragança, entidade organizadora da feira. “Podem fazer uma série de actividades, não só científicas mas também relacionadas com o território. Gostava de dar especial enfâse a duas entidades novas que vieram: o Zasnet e o Pinta. O Zasnet está a trazer algumas actividades relacionadas com o território para dar a conhecer os recursos endógenos e o Pinta também traz uma série de actividades de biologia relacionadas com a identificação da fauna e da flora que existem na nossa região. Depois temos o convencional de uma feira de ciências desta natureza, uma parte dedicada à Escola Ciência Viva e todas as outras experiências do Instituto Politécnico de Bragança, sendo que este ano conseguimos envolver as cinco escolas que o compõe. Podemos dizer que este ano demos mais um passo na evolução desta feira”.
A feira recebeu, pela primeira vez, a Escola Ciência Viva. Um projecto que começou em Outubro do ano passado e que aproxima os mais pequenos do centro, convidando-os a passar uma semana nele. “Esta escola envolveu, este ano, 17 turmas do quarto ano do concelho de Bragança, quer dizer que foram todas. Como nós usamos uma metodologia de ensino que se chama ‘enquiry based education’, o que as crianças estão a trazer aqui é esta aprendizagem pela investigação. Estão aqui a explicar as investigações que fizeram na Escola Ciência Viva”, explicou Ivone Fachada.
O presidente da câmara de Bragança também passou, ontem, pela abertura da feira. Hernâni Dias sublinha a ligação que aqui é criada criar entre as crianças e a ciência. “Todas as instituições que aqui estão mostram esta componente da ciência que nós queremos promover e o grande objectivo é que as crianças aqui venham e que tenham contacto com aquilo que é feito”.
A feira começou ontem e termina amanhã. Ao longo dos três dias estima-se que acolha mais de duas mil e quinhentas pessoas.
Escrito por Brigantia