“Algures a Nordeste” volta a levar dança contemporânea a Bragança e Vila Real
Este ano, os teatros municipais apostaram na internacionalização com grupos do Brasil e Espanha, como destaca a directora do Teatro Municipal de Bragança, Helena Genésio. “Vamos mais longe com o projecto e este ir mais longe tem a ver com a novidade que trazemos para esta edição que é a presença de duas companhias estrangeiras. A companhia brasileira irá aos dois teatros e a espanhola, por uma questão de agenda, apenas ao de Vila Real”, referiu.
Em Bragança, o festival arrancou com a actuação dos pauliteiros de Miranda, pela “modernidade” do espectáculo que apresentam e por serem a “marca da identidade de uma região”, mas, até dia 21, são várias as novidades. “Temos espectáculos para o pré-escolar, educando já um público mais jovem. Temos o espectáculo de evocação e comemoração do centenário de Sofia, que é dia 14, com a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporânea, que vem pela primeira vez ao Teatro Municipal de Bragança. Dia 18 temos os brasileiros, que abordam através da dança a tolerância”, referiu a directora do Teatro Municipal de Bragança.
Helena Genésio afirma que um dos objectivos é aumentar o público do festival, mas considera que na região há interesse pela dança contemporânea. “Nestes 15 anos temos feito muita programação de dança contemporânea. Há na cidade e na região um público de dança contemporânea. Temos verificado uma afluência muito grande dos alunos do politécnico, nomeadamente os alunos da CPLP e de erasmus. O público em geral também acarinha o festival e foi um dos motivos que nos fez continuar o ‘Algures a Nordeste'”, explicou Helena Genésio.
Hoje, no teatro Municipal de Bragança há o espectáculo Cavalo Marinho, para os mais novos. O festival de dança contemporânea termina a 21 de Setembro com Murmúrios de Pedro e Inês.
Escrito por Brigantia