150 habitantes de Parâmio ainda não têm saneamento básico
Este foi um problema apresentado na Assembleia Municipal de Bragança. Muitas habitações ainda utilizam fossas sépticas e outras têm os esgotos a céu aberto.
“Este problema foi exposto diversas vezes por nós junto do executivo, no entanto ainda não existe nenhuma solução. O executivo diz que terá que ter apoio financeiro e que pretende ter esse apoio a nível de fundos europeus, no entanto não existe qualquer tipo de candidatura para isso. Mas uma vez que tem sido feito saneamentos noutras aldeias, achamos que a freguesia do Parâmio também deverá ter, uma vez que é a que está mais mal servida a nível do concelho”, explicou o presidente da junta de Parâmio, Nuno Diz.
Segundo o presidente da câmara de Bragança, Hernâni Dias, o município tem uma taxa de cobertura de saneamento de 94%. Actualmente, estão a ser investidos 800 mil euros nas aldeias Cova de Lua e Lanção para saneamento básico.
“Todo o processo de execução de redes de saneamento básico são obras extremamente dispendiosas para as quais o município, por si só, não tem capacidade financeira para poder concretizar. Aguardamos que possamos ter apoios comunitários para realização deste tipo de intervenções e dar resposta aquilo que ainda hoje falta, no que tem a ver com saneamento básico”, disse.
Durante a Assembleia, o presidente da junta de freguesia de Parâmio referiu ainda que alguns agricultores não foram reembolsados, segundo o protocolo assinado entre a câmara de Bragança e o Agrupamento de Defesa Sanitário- Associação de Criadores de Gado do município.
“Vamos tentar saber o que está acontecer com a ADS. Hoje ouvimos de facto uma preocupação, nesse sentido, tentaremos, uma vez que o dinheiro está a ser transferido, acertar com o ADS e perceber se há algum constrangimento e, se houver, tentarmos ultrapassá-lo”, referiu o autarca.
A falta de saneamento básico em algumas habitações da freguesia de Parâmio e a queixa dos agricultores da aldeia pela falta de apoio na vacinação do gado foram assuntos debatidos na Assembleia Municipal de Bragança.
Escrito por Brigantia