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Hospitalição domiciliária da ULS Nordeste já abrangeu 57 doentes

Hospitalição domiciliária da ULS Nordeste já abrangeu 57 doentes
  • 7 de Fevereiro de 2020, 09:45

Foi-lhe diagnosticado uma infecção urinária e proposto que fosse tratado em casa. Ivone Calado, cuidadora responsável, entendeu que seria a melhor opção, uma vez que o seu pai estaria a ser tratado no seio familiar. “Foi uma grata surpresa quando a queipa chegou a nossa casa, veio trazer uma lufada de ar fresco. O meu pai ficou imediatamente muito contente por regressar a casa e eu verifiquei que a recuperação dele foi muito mais rápida. Teve acesso a tudo que teria no hospital, ao soro, aos injectavéis dos antibióticos e um acompanhamento muito presente por parte da equipa”.

Em dez dias a infecção ficou tratada e não houve necessidade de recorrer às urgências. A cuidadora acredita que se o seu pai tivesse sido tratado no hospital a recuperação não teria sido tão rápida. “Eu presumo que se o meu pai ficasse no hospital a recuperação seria muito mais lenta e a nível emocional teria consequências, presumo que, bastante graves para eles. Quanto mais humanizado estiver o serviço de saúde e quanto mais houver o acompanhamento dos familiares, mais rápida é a recuperação”.

Neste momento, a ULS Nordeste disponibiliza entre 5 a 8 camas numa área de 60km em linha recta. A médica e coordenadora da unidade de hospitalização domiciliária, Carmen Valdivieso, entende que este número é suficiente para já, mas acrescenta que, a longo prazo, o objectivo é aumentar as camas e a área que abrange a valência. “Quando se prolongar mais no tempo iremos aumentar o número de camas e aumentar o número de funcionários disponíveis. Ainda não temos capacidade de aumentar o número de quilómetros para abranger mais aldeias”.

95% das pessoas propostas para aderir à hospitalização domiciliária aceitaram este método de cuidado hospitalar. “Os que não aceitaram não foi por motivos económicos mas sim por motivos sociais, porque não tinham cuidados as 24 horas diárias, como pede o requesito”.

As patologias mais frequentes tratadas em hospitalização domiciliária estão relacionadas com o aparelho respiratório, urinário, cardiovascular e gastrointestinal. A equipa de médicos e enfermeiros ligados a esta valência rondam os 30 elementos.

Escrito por Brigantia

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