Região

556 anos de Bragança cidade

556 anos de Bragança cidade
  • 21 de Fevereiro de 2020, 15:52

O livro resulta de um trabalho que decorreu ao longo de mais de um ano e, através de várias temáticas, dá a conhecer o concelho brigantino. Com mais de 200 fotografias, a obra é fruto do olhar de fotógrafos brigantinos, segundo explicou Hernâni Dias, presidente da câmara de Bragança. “Este é um livro sobre Bragança, seja a parte urbana seja a rural. Foi um desafio lançado aos fotógrafos de Bragança e houve seis que responderam afirmativamente e que, ao longo de um ano, foram captando momentos, festividades… e retrata-se um pouco o que é o concelho nas suas quatro estações”.

As fotografias que compõe o livro são da autoria dos fotógrafos António Sá, Francisco dos Santos, Manuel Teles, Paulo Barreira, Pedro Rego e Rui Paulo. Quatro deles, que estiveram, ontem, na apresentação da publicação, sublinham que é um trabalho rico para conhecer de outra forma esta região. “É um orgulho e uma honra para n poder retratar a nossa cidade. Eu tentei que as pessoas olhassem para a fotografia e sentissem algum afecto por esta região”, disse Pedro Rego. “A parte engraçada da fotografia é que cada um de nós mostra o seu olhar, a sua maneira de ver os monumentos e as várias coisas, e isso tornou o livro muito mais rico”, referiu Francisco dos Santos. “O que me chamou mais a atenção, desde sempre, neste território, foi a sazonalidade. Eu, tendo começado pela fotografia de natureza, estou no melhor sítio de Portugal”, esclareceu António Sá. “É uma visão muito particular das cores e da hora em que se fotografa. Tem que haver sempre um trabalho de verificação”, explicou Paulo Barreira.

Ao longo da noite decorreu, no teatro municipal, a sessão solene comemorativa. A directora de programação deste espaço, desde a sua inauguração até 2019, recebeu uma das três medalhas de mérito municipal. Helena Genésio frisou que a distinção é também para a equipa que a acompanhou. “Isto é um reconhecimento não apenas a mim. Os projectos não são individuais, são de equipas. Isto só foi possível porque houve uma grande equipa que me acompanhou, que vestiu a camisola e que deu tudo por este teatro”.

Marco Ferreira, nascido no distrito e a residir, actualmente, em Bragança, foi jogador em diversos clubes nacionais e estrangeiros e foi outro dos agraciados da noite, tendo sublinhado a importância de ser reconhecido em casa. “Visto que sou destas terras é com grande orgulho que recebo esta medalha. É um sentimento de dever cumprido, aqui tem outro sentimento. Nós, como transmontanos somos diferentes e gostamos de ser reconhecidos na nossa casa”.

A medalha também foi entregue a Ricardo Figueira, médico, natural de Bragança, e um dos grandes nomes do hóquei em patins nacional. Ter nascido e crescido no interior não o afastou do sonho que foi cumprindo ao longo da vida. “É um orgulho enorme. O reconhecimento é uma das gasolinas da vida. Às vezes fazemos as coisas sem esperar reconhecimento mas sabe bem quando o recebemos. Este reconhecimento é dado também à minha família e ao Clube Académico de Bragança que me possibilitou, estando no interior, ter acesso a uma carreira que acho que foi bem preenchida”.

No domingo, as comemorações serão assinaladas com o espectáculo “Viver Bragança, 556 anos de Cidade”, onde 18 grupos locais actuarão na Praça Camões.

Escrito por Brigantia

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin