Livro “Reminiscências Cripto-Judaicas nas Alheiras Transmontanas” apresentado em Mirandela
Em 1996 começou a estudar o assunto, mas só vinte anos depois decidiu concluí-lo. A autora assistiu desde matanças de porco ao fabrico da alheira. “A maneira como os cristão-novos conseguiram continuar a exercer a sua religião, na clandestinidade, e através da alimentação e da alheira, é uma coisa fantástica”, afirmou.
Segundo a autora, os judeus para fugiram da inquisição criaram as alheiras como forma de fingirem comer carne de porco, quando na verdade no interior deste enchido estava carne de aves. Para Barcoff isso mostra que é possível fugir à “brutalidade” e dedica-o a todas as mulheres transmontanas “que tiveram um papel fundamental”. “Sobretudo vai dar a conhecer às pessoas que há sempre uma maneira de fugir à brutalidade, naquela altura era da inquisição, hoje ainda encontramos situações similares com outras religiões e outros países”, acrescentou.
O livro “Reminiscências Cripto-Judaicas nas Alheiras Transmontanas” foi apresentado nesta sexta-feira na Feira da Alheira. Escrita por Brigantia.