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Milhafre-real fez cerca de 1500 km para passar o inverno no Nordeste Transmontano

Milhafre-real fez cerca de 1500 km para passar o inverno no Nordeste Transmontano
  • 12 de Março de 2020, 10:12

A passagem da ave pela região foi registada por uma câmara de armadilhagem fotográfica da Palombar, em Uva, no concelho de Vimioso. Todos os anos, grande parte dos milhafres-reais originários da Europa Central migram até à Península Ibérica para passar o inverno, sendo a invernada da espécie fundamental para a sua conservação. O milhafre também foi avistado por vários populares e, segundo o presidente da Palombar, José Pereira, o território é escolhido por causa de condições mais favoráveis de alimentação e clima mais ameno durante esta estação do ano.

“É engraçado nestes registos é, através do seguimento que é feito e da colaboração que existe entre várias entidades a nível europeu, conseguirmos perceber que um animal viajou 1500 quilómetros par passar aqui o inverno, e agora regressa a França para se reproduzir”, sublinhou.

No censo europeu do milhafre-real invernante, no qual a Palombar ficou responsável pelo distrito de Bragança, contaram-se mais de cem indivíduos e foram identificados três dormitórios da espécie. “Em Portugal, existem duas populações de milhafre real, uma que é a população nidificante que tem um estatuto de conservação muito desfavorável, está criticamente em perigo, não chegará a uma centena de casais que nidificam. E há este milhafre invernante que nidificam no Norte da Europa e que, quando as temperaturas arrefecem, fazem migrações para áreas mais quentes”, sublinhou.

O milhafre alimenta-se de presas vivas mas também tem hábitos necrófagos. Actualmente, está sujeito a várias ameaçadas no território nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redução da disponibilidade alimentar, beneficiando assim de alguns projectos da Palombar.

A população do milhafre-real residente em Portugal tem um estatuto de conservação de “Criticamente em Perigo”, já a invernante tem um estatuto de “Vulnerável”, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Escrito por Brigantia.

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