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Covid-19: Oposição em Mirandela entende que “podia ter ido mais longe” no que toca a medidas expcecionais

Covid-19: Oposição em Mirandela entende que “podia ter ido mais longe” no que toca a medidas expcecionais
  • 29 de Abril de 2020, 08:24
Paulo Pinto, líder do PSD, diz mesmo que a autarca socialista elaborou um plano de medidas “praticamente igual” ao que foi apresentado pelos vereadores do seu partido e rejeitado pela maioria socialista. Paulo Pinto vai mais longe e diz que relativamente às facturas da água, a proposta laranja “era muito mais vantajosa” para as famílias e para as empresas.
“A isenção do pagamento de uma só factura, esgotou-se no mês de Abril, enquanto a nossa proposta previa um desconto de 50% nos meses de Abril, Maio e Junho, o dobro da proposta do PS”, adianta Paulo Pinto que não encontra razões para o chumbo das propostas do PSD. “Só é justificável por razões de sobranceria política que em época de emergência nacional era desnecessária. A nível nacional, António Costa aprova medidas de iniciativa do PSD e Júlia Rodrigues faz o contrário, recusa qualquer colaboração”, conclui.
Já o líder do CDS congratula-se pelo facto de três das suas propostas, apresentadas no final de Março, tenham sido acolhidas pelo executivo, no que diz respeito às isenções do pagamento da água, das taxas de ocupação dos espaços públicos e das bancas e lojas do mercado municipal.
No entanto, Sérgio Casado entende que o executivo “podia ter ido mais longe”. Só isentar a factura do mês de Abril é pouco e também gostava de ver esclarecida a moratória. Se será reposta uma percentagem mensalmente ou a totalidade”.
O líder do CDS diz ainda que “ainda não vi qualquer medida para apoiar os produtores de hortícolas, de vinho e azeite, as maiores fontes de rendimento do nosso concelho”.
Já no sector da educação, o CDS, numa reunião com o executivo defendeu uma outra solução. “As juntas já têm internet, pelo que podiam instalar-se repetidores de sinal de longo alcance, de forma a chegar a todos os munícipes e evitar de se fazer contratos com os várias operadoras que muitas vezes não garantem o sinal”,
Sérgio Casado adianta ainda uma outra solução nos critérios para a atribuição de computadores e de acesso à internet a alunos carenciados. “Através de verbas da acção social, oferecer um cheque tecnológico com um valor entre os 200 e os 300 euros, para que os alunos pudessem comprar um computador, mas em que um dos critérios fosse o da obrigatoriedade de adquirir o equipamento em lojas de Mirandela”.
Já Jorge Humberto, da CDU, manifesta preocupação pelo facto do Município “estar a substituir-se ao Estado na sua obrigação de ajudar as famílias e as empresas em tempo de emergência e com isso poder vir a aumentar o seu endividamento e poder ter dificuldade em honrar os compromissos com os seus funcionários, ao nível dos salários”.
Para além disso, entende que em termos sociais, “as medidas ficam um bocadinho aquém do que era expectável”.
A reacção da oposição em Mirandela depois do anúncio de várias medidas excepcionais aprovadas pelo executivo da Câmara Municipal para combater o impacto económico da Covid-19.
Escrito por Terra Quente (CIR)
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