CDU lamenta não ter sido ouvida para apresentação de proposta durante a pandemia em Bragança
A Assembleia Municipal não se realizou no mês passado, como medida de segurança, mas Fátima Bento afirma que era essencial para o partido poder pronunciar-se sobre possíveis soluções. A representante do PCP em Bragança, disse, em conferência de imprensa, que nada foi comunicado ao partido.
“Obviamente que a câmara, de forma pré-estabelecida, já teria um conjunto de soluções e muitas foram adoptadas de forma transversal no país todo, mas pelo menos teríamos margem para levar preocupações de muitos cidadãos e vários problemas, do que fomos impedidos. Durante todo este período não tivemos capacidade de avaliar e de nos pronunciar porque fomos sabendo das coisas à medida que foram saindo na comunicação social”, sublinha a deputada municipal.
As feiras foram uma das actividades a ser canceladas pela Comunidade Intermunicipal devido à Covid-19. Fátima Bento aponta que escoar os produtos dos pequenos agricultores do concelho, através de entregas nas aldeias, seria uma das medidas que pretendiam apresentar.
“Muitos produtores agrícolas foram impedidos de vender os seus produtos ao ar livre, mas os supermercados continuaram abertos. Devia ter-se arranjado uma solução de escoamento desses produtos, como as feiras serem feitas de outra forma, ou através de entregas em casa ou com o alargar da rede de vendedores itinerantes que iam às próprias aldeias”, aponta.
A atribuição às freguesias de subsídios, que estão à margem do que estava previamente orçamentado, foi novamente assunto na Assembleia Municipal por parte do partido comunista. A entrega de um apoio para a criação de um Centro Interpretativo do Azeite, em Coelhoso, foi um dos subsídios contestados por António Morais, deputado da CDU na Assembleia Municipal.
“O exemplo de Coelhoso é ilustrativo de uma má conduta, até do ponto de vista da aplicação de verbas. Coelhoso não tem tradição e teria sentido ser em Izeda, por exemplo, onde há um impacto não só do ponto de vista tradicional, como do azeite”, afirma dizendo que a decisão se prende com “uma promessa eleitoral da câmara”.
Fátima Bento, questionada sobre a venda do terreno do município de Bragança à sociedade do Hospital Privado, a representante comunista considera que este investimento irá provocar um “desinvestimento nos serviços de saúde pública”.
Declarações dos membros da CDU de Bragança relativamente à conduta política dos órgãos municipais durante o período de estado de emergência. Escrito por Brigantia.