PCP considera que serviço de distribuição dos CTT está degradado no distrito
A eurodeputada do partido, Sandra Pereira, visitou ontem, com uma comitiva, empresas e outras entidades do distrito, de sectores que considera prioritários na intervenção nesta altura de pandemia. Numa reunião com a União de Sindicatos foram transmitidas à representante do PCP as preocupações dos trabalhadores dos correios, numa altura em que já estão a ser repostas as rondas. “Há muito trabalho dos CTT que está a ser dado a tarefeiros, que eles chamam de agenciamento. Neste momento de pandemia revelou-se que não está à altura daqui que deve ser um serviço postal público de qualidade. O PCP tem alterado para a necessidade de reverter o processo de privatização. Outra questão que nos chegou foi que, durante a pandemia, a empresa passou a pagar o subsídio de almoço através de um cartão, que eles não querem, de maneira nenhuma”.
O PCP também está preocupado com as condições de trabalho e mesmo de habitabilidade de trabalhadores agrícolas migrantes na região. “Também há uma preocupação relacionada com os trabalhadores migrantes no sector agrícola, muitos romenos e búlgaros, sobretudo na apanha da maçã, castanha e azeitona, que são explorados e que estão a viver em condições muito indignas e é preciso intervenção. É um problema que já vinha antes da covid-19 mas que se agrava com o vírus porque, se trabalham e vivem em situações precárias, o contágio é mais premente”.
A comitiva comunista reuniu ainda com o Associação Empresarial de Bragança (Nerba), que transmitiu as queixas acerca da dificuldade em aceder a apoios nesta altura de pandemia. “Muitos destes empresários tentaram ter alguma ajuda, no contexto da covid-19, e não a obtiveram, nem no que toca ao Programa Adaptar nem através das linhas de crédito, que esgotaram muito rapidamente. Também se queixaram da ausência de resposta a pedidos de esclarecimentos por parte do Governo”.
A eurodeputada afirmou ainda que estão preocupados com a perda de rendimento dos trabalhadores devido ao recurso prolongado ao lay-off. Por outro lado, o dia de ontem começou com uma visita a uma padaria em Mirandela, que apesar das quebras nas vendas não recorreu a lay-off. Para além das reuniões com o NERBA e a União de Sindicatos, os elementos do PCP passaram ainda pela cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa que lhes transmitiu preocupações com a falta de valorização das raças autóctones.
Escrito por Brigantia