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PS de Bragança acusa câmara municipal de abuso de poder

PS de Bragança acusa câmara municipal de abuso de poder
  • 14 de Julho de 2020, 09:09

O esclarecimento surge alguns dias depois da venda do terreno ter sido revogada, em reunião extraordinária de câmara, por proposta do presidente do município. Neste, além de outros assuntos, é mencionado que já em 1996 a autarquia, então liderada pelo PS, deliberou doar este mesmo terreno e que em 2008, sendo já a câmara PSD, foi decidido aliená-lo por um preço inferior ao que agora se quis praticar. Nuno Diz, presidente da concelhia de Bragança do PS, considera que houve abuso de poder, uma vez que o esclarecimento foi pago com dinheiro do erário público, tendo sido colocado num espaço destinado a publicidade.

“O esclarecimento, que é político-partidário, foi feito com dinheiro do erário publico”, considerando que houve “abuso de poder”. “Não esclareceu absolutamente nada relativamente à venda do terreno e única e simplesmente se limitou a atacar o executivo à data de 1996 liderado pelo Partido Socialista”, apontou.

Nuno Moreno, vereador do PS, que votou contra a venda, quando a proposta foi apresentada, esclareceu que, ontem, em reunião de câmara, já foi transmitido ao presidente do município que os vereadores socialistas não se revêm no esclarecimento, já que nem tinham conhecimento que iria ser feito. “Demos conta de que o esclarecimento foi feito em termos institucionais, falou o órgão colegial e nós não nos revemos nesse comunicado”, explicou.

Dinis Costa, líder parlamentar do PS na Assembleia Municipal de Bragança, disse ser um “absurdo” que o esclarecimento mencione actos já praticados até porque, à época, a câmara terá agido bem.

“É absurdo chamar esse caso em concreto porque, à época, a câmara esteve bem já que, com toda a transparência possível, colocou a questão na assembleia municipal para que toda a cidade soubesse o que estava em causa. Aqui o procedimento é exactamente o contrário, se não fosse a atenção dos vereadores ninguém saberia da questão”, reforça.

Os vereadores do PS disseram ainda que não tomaram parte em qualquer decisão que permitisse que o esclarecimento fosse feito em nome e em representação da câmara e que fosse colocado em espaço reservado a publicidade, pago pelo erário público. Escrito por Brigantia.

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