Movimento cultural do planalto mirandês reclama que mais-valias da venda das barragens fiquem no território
Este grupo alega que existem injustiças relaccionadas com a venda das barragens de Miranda do Douro, Picote e Bemposta. Segundo Susana Ruano, representante da Lérias – Associação Cultural, uma das entidades proponentes do manifesto, em causa está o facto de as mais-valias não ficarem na região, que herda pouco mais do que aspectos negativos, como as pedreiras a céu aberto, de onde foi retirado o granito para as barragens, que nunca foram reparadas. “Temos as barragens, as pedreiras e as linhas de alta tensão, temos todos os impactos negativos a nível ambiental, mas não temos o resto, a riqueza que produzem aquelas barragens não fica em terras de Miranda. Queremos ter voz e que a população em geral saiba das injustiças que se têm vindo a cometer ao longo de décadas em Miranda do Douro e Mogadouro”, afirmou.
Por se tratar de um assunto bastante discutido, há já alguns anos, Susana Ruano confirma que o manifesto está a obter uma boa reacção, até porque a generalidade das as pessoas daquele território querem uma justa redistribuição de dividendos.
O manifesto já está online e conta com mais de mil subscritores. Segundo Susana Ruano, pretende-se agora chegar ao Governo para lhe dar conta do que acreditam ser uma “injustiça”.
O manifesto cultural junta a Associação da Língua e Cultura Mirandesas, a FRAUGA – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, a associação Galandum Galundaina, a Associação Cultural Lérias, a MasChocalheiro – Associação de Bemposta, bem como várias pessoas ligadas ao território. Escrito por Brigantia.