Programa Valorizar: quatro projectos para alavancar turismo na região
Segundo explicou o anfitrião desta cerimónia, Benjamim Rodrigues, presidente da câmara de Macedo, um dos projectos prevê que sejam feitas intervenções em três dos geossítios do Geopark Terras de Cavaleiros, melhorando a sua visitação. “A rede global de geoparques exige que tenhamos os geossítios visitáveis, com acessibilidades e com informação acessível. Estamos a falar de geossítios como as minas de Murçós, que têm um lago artificial, é preciso ali muita segurança. Tudo isto exige que se faça uma manutenção ao longo de todo o ano, que implica um grande esforço financeiro e estes contratos ajudam-nos muito”.
Outro dos projectos financiados é a Rota Saber Fazer. Segundo explica Manuel Miranda, secretário-geral da Associação dos Municípios da Terra Quente, a entidade promotora, a ideia é fazer com os visitantes queiram ficar mais dias no território. “Pretendemos valorizar a génese da nossa gente e apelar às artesanias que ainda existem e ao saber fazer. Queremos recorrer aos artesãos que ainda existem e a algumas práticas agrícolas, valorizando-os e constituindo-os como um pacote turístico para promover o nosso território”.
A secretária de Estado do Turismo presidiu à cerimónia. Rita Marques destacou que é preciso manter o trabalho em rede, sobretudo agora que o interior lidera a procura turística por causa da pandemia. “É muito importante trabalharmos projectos concertados em várias autarquias e territórios e estes quatro projectos são bons exemplos. Que possamos trabalhar em rede e que o turismo possa criar estes bons estímulos para que estes territórios apareçam mais vezes no mapa”.
Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte, frisou, em Macedo de Cavaleiros, que estes territórios de baixa densidade são cada vez mais procurados. “Neste momento, houve uma clara inversão as situação porque, até Fevereiro de 2019, tínhamos uma maior concentração de turistas na área metropolitana do Porto, de cerca de 75%, e sentíamos alguma dificuldade em trazer os turistas para os territórios mais afastados das portas de entrada. Hoje os turistas estão a querer percorrer, em primeiro, estes territórios e por isso é que temos aqui uma taxa de ocupação muito interessante, que ronda os 80%”.
Há ainda mais dois projectos: um deles servirá para criar 275 quilómetros de via para fazer a travessia em bicicleta do Douro Internacional e Vinhateiro. O outro, denominado “Raia Norte”, pretende que se criem, ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha, 14 estações de serviço para autocaravanas e plataformas de bicicletas eléctricas.
Escrito por Brigantia