Futebol: Regresso aos treinos com muitas incertezas
Nas ligas profissionais as equipas voltaram ao trabalho com os jogadores devidamente testados. Mas, no que diz respeito às competições amadoras ainda nada se sabe.
Vimioso, S.C. Mirandela e G.D. Bragança têm previsto iniciar os trabalhos na próxima semana, entre o dia 17 e 19, e já definiram algumas regras.
“Estamos a seguir as indicações da DGS relativamente aos espaços e prática desportiva que já existe, nomeadamente a desinfecção das mãos e uso de máscara dentro das instalações, a desinfecção frequente dos balneários, departamento médico e de todos os espaços do estádio. Todos os jogadores vão ter o seu material individual, máscara e bola”, explicou Flávio Barros, responsável pelo departamento médico do GDB.
Os mesmos cuidados vão ser seguidos pelo S.C. Mirandela. No entanto, Carlos Correia, presidente do clube, informou que aguarda por indicações mais específicas da Direcção Geral de Saúde.
E os jogadores vão ou não ser testados? Que custos trazem aos clubes?
Octávio Rodrigues, presidente do Vimioso, garante que não há condições para custear os testes e se forem obrigatórios pode estar em causa a participação do clube no Campeonato de Portugal. “Não temos dinheiro para isso. Se for obrigatório e não houver ajuda financeira dificilmente o Vimioso participa no campeonato”, disse Octávio Rodrigues, presidente do Vimioso.
Com o vírus ainda a circular todos os cuidados são poucos, que o diga Fernando Clemente. O jogador do Rebordelo, de 35 anos, enfermeiro de profissão esteve infectado e em isolamento durante 98 dias. ““Foram tempos complicados. Não relativizem esta situação porque isto está para durar. Todos os dias há casos novos”, alertou.
Clemente defende a realização dos campeonatos amadores mas devidamente controlados, tal como acontece nos profissionais, e lembra o perigo de não testar os jogadores. “Eu espero que as entidades responsáveis lutem para que haja o mínimo de condições para o início das provas. Não podem ignorar a possibilidade de um rastreio. Se não houver rastreio como é que o jogador se vai sentir seguro?”
Ao que apurámos os clubes do Campeonato de Portugal teriam que desembolsar cerca de 200 mil euros para testar os jogadores durante a época, se o protocolo for semelhante ao da Liga.