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Arte da Seda de Freixo não é uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular mas “chegou a toda a gente”

Arte da Seda de Freixo não é uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular mas “chegou a toda a gente”
  • 7 de Setembro de 2020, 08:08

Desta vez, o programa, transmitido pela RTP, pretendeu homenagear a cultura popular portuguesa, baseada em vivências e saberes únicos, mas a candidatura de Freixo não esteve entre as mais votadas pelos portugueses, no sábado à noite.

Maria do Céu Quintas, presidente da câmara municipal de Freixo de Espada à Cinta, sublinhou que o facto de a candidatura ter chegado aos 14 finalistas foi uma óptima maneira de promover aquela arte e de a dar a conhecer a todo o país. “Veio ajudar e muito desde a primeira edição. Deu a conhecer aquilo que temos e, desta forma, acho que chegou a toda a gente. O nosso projecto é continuar com a seda e que ela seja o sustento de algumas famílias”.

Em Freixo de Espada à Cinta, a seda é trabalhada por cerca de dez artesãs. A cultura da seda é ali praticada há vários séculos e tem-se mantido nos mesmos moldes artesanais até aos dias de hoje. A presidente confirma que o trabalho tem estado a evoluir e que há diversas peças que já estão a ser feitas, de forma a dinamizar a arte. “Estamos a fazer echarpes, gravatas e algumas carteiras pequenas para serem mais acessíveis. Pode ser feito aquilo que as pessoas quiserem, basta encomendarem e faz-se o que quiserem”, disse a autarca.

A Gala da Declaração Oficial das 7 Maravilhas da Cultura Popular decorreu em Bragança, tendo-lhe servido o castelo como pano de fundo. Hernâni Dias, presidente da câmara local, assegura que esta foi uma verdadeira forma de promover o território. “É uma forma de nos ajudar a promover um pouco mais o nosso território, não só o concelho como todo o distrito e região, que tem similitudes absolutamente incríveis em tudo que tem a ver com a cultura, as tradições e o património. É uma celebração do que existe no território”.

A Festa do “Charolo”, celebrada, todos os anos, em Outeiro, também esteve entre os candidatos mas não chegou sequer aos 14 finalistas. “Temos que ver que há algumas candidaturas que conseguem ganhar dinâmicas diferentes.”, explicou o presidente.

O grandes vencedores da noite foram o Bailinho da Madeira, na Calheta, o Colete Encarnado, de Vila Franca de Xira, o Criptojudaísmo de Belmonte, as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, os Santeiros de São Mamede do Coronado, na Trofa, a Romaria de São Bartolomeu, em Ponte da Barca, e a Romaria de São João D’Arga, em Caminha.

Escrito por Brigantia

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