Autarcas da CIM criticam atraso na definição das regras para transporte escolar e alertam que pode haver falhas
Os presidentes das câmaras do território antevêem constrangimentos e mesmo falta de transportes, além de mais custos, caso se mantenham as restrições. O presidente da Comunidade Intermunicipal, Artur Nunes, alerta que em alguns concelhos deste território pode não haver transportes suficientes para assegurar o transporte escolar. “Se houver limitações nos transportes todas as câmaras municipais vão ter um custo acrescido porque temos de disponibilizar mais meios para transportar os alunos. No caso de Vinhais, o exemplo mais problemático, há 24 táxis, mas vai precisar de mais para transportar esses alunos e não tem mais táxis, ir e vir não permite aos alunos chegar a horas à escola. As transportadoras também vão ter algumas limitações, no sentido de que não têm meios para acorrer a algumas situações”, referiu, sublinhando que questionaram o ministério da Educação sobre a existência de limitações.
Os municípios pedem uma definição da questão com urgência visto que terão ainda de ser lançados concursos para percursos adicionais, e que podem não estar concluídos a tempo do início das aulas, na próxima semana. “Algumas câmaras municipais já fizeram a contratação pública para estes serviços, como Bragança e Miranda do Douro e caso haja limitação vamos ter de fazer contratação adicional, será mais um custo”, afirmou.
Os autarcas desta CIM criticam o atraso na resposta a este tipo de questões, tão perto do início do ano lectivo.
A questão da limitação da lotação dos transportes escolares deverá ser discutida no conselho de ministros desta semana. Escrito por Brigantia.