Municípios da Terra Quente criam um plano intermunicipal de acolhimento e integração da comunidade migrante
Um projeto inovador que espelha o resultado de um trabalho de diagnóstico que durou cerca de dois anos para caracterização das necessidades identificadas pelas diversas instituições parceiras destes municípios e pelas próprias comunidades migrantes, numa metodologia de trabalho participativa.
Daí resultou um plano de ação que contempla 42 medidas de atuação. “Estão previstas ações de formação para a comunidade migrante, para a capacitação dos técnicos municipais e a elaboração de materiais de sensibilização e integração, com destaque para a realização de um filme e o manual de acolhimento ao imigrante, bem como as brochuras de informação e sensibilização nas áreas da integração, da saúde, laboral e social, em 5 línguas, nomeadamente, búlgaro, romeno, russo ucraniano e inglês”, explica Susana Seramota, coordenadora do projeto.
O plano intermunicipal tem como base uma população migrante “estimada em cerca de 650 pessoas neste território dos cinco Municípios”, adianta.
“A nossa comunidade imigrante é maioritariamente sazonal, mas também já temos uma quantidade significativa que já se fixaram no território e começaram a desenvolver a sua vida familiar. Arranjaram trabalho e outros promoveram o próprio negócio, fixaram-se e estão completamente integrados”, diz ainda Susana Seramota.
A intenção é que este seja “um instrumento fulcral de apoio à decisão política, assente em estratégias de atuação das diferentes entidades que intervêm na área das migrações nos cinco concelhos da Terra Quente”, acrescenta.
O plano intermunicipal de acolhimento e integração da comunidade migrante é para ser aplicado nos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor
O projeto enquadra-se no Objetivo Nacional – “Integração”, do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração – promovido pelo Alto Comissariado para as Migrações, cujo desígnio nacional é a plena integração dos migrantes.
O valor global do projeto é de 175 mil euros, com financiamento a 75%. Escrito por Terra Quente (CIR).