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Sobe para 108 o total de infectados na Santa Casa de Bragança

Sobe para 108 o total de infectados na Santa Casa de Bragança
  • 3 de Outubro de 2020, 13:16

Foram hoje confirmados mais 52 casos positivos na Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB). São agora 96 os utentes e 12 os funcionários infectados, num total de 109 casos confirmados neste surto.

Segundo o presidente da câmara de Bragança, já foram testados 170 utentes e 138 trabalhadores. Ainda há resultados de cerca de 80 testes que vão sair esta tarde.

Na instituição há três estruturas residenciais para idosos e soube-se hoje que a Covid-19 já se espalhou às três: numa delas há 2 infectados em 44 utentes, noutra 44 em 58 e na última 50 em 68.

Há um plano para ser activada uma brigada de intervenção rápida, com um médico, um enfermeiro e 6 auxiliares.

Responsáveis da SCMB e da Protecção Civil Municipal estiveram esta manhã reunidos com as autoridades de saúde, tendo decidido ainda testar todos os trabalhadores das diferentes valências e os utentes da Unidade de Cuidados Continuados (com 70 utentes) e do Centro de Educação Especial (com 62 utentes). Em toda a instituição há 370 funcionários.

De acordo com o autarca de Bragança e presidente da protecção civil municipal, Hernâni Dias, “todos os utentes estão assintomáticos, inclusivamente os que tinham sido encaminhados para o hospital, que regressaram todos à estrutura residencial, por não haver razão para terem de ficar internados”.

Os idosos vão ser divididos. “Os que estão positivos ficarão nas várias unidades da instituição, os que estão negativos serão alojados numa unidade hoteleira por forma a que sejam devidamente tratados e cuidados”, ainda hoje.

O primeiro caso de uma funcionária infectada foi registado dia 23 de Setembro.

Sobre a realização dos testes mais de uma semana depois do primeiro caso, o autarca remete para as autoridades de saúde. “Tem de perguntar às autoridades competentes. Neste momento, estamos a fazer tudo o que é possível para conseguirmos dar resposta a estas situações, se eventualmente puder haver uma maior celeridade na resposta nomeadamente ao nível quer do número de testes, quer dos resultados concordo que me parece que terá de haver uma maior agilização para que possam ser tomadas decisões mais atempadamente”, sublinhou.

O responsável da protecção civil diz-se “muitíssimo preocupado” com a situação, não querendo criar alarmismo reconhece que o surto pode “ter um impacto maior na comunidade” e espera que, “com as medidas todas que estão a ser adoptadas” se consiga fazer com que isso não aconteça, estando a ser realizados esforços para “tentar confinar o surto ao espaço onde surgiu e fazer com que os trabalhadores possam cumprir o período de quarentena, se assim tiver de ser feito”.

Escrito por Brigantia.

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