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Movimento das Terras de Miranda quer que direcção da empresa que vai explorar as barragens fique em Miranda

Movimento das Terras de Miranda quer que direcção da empresa que vai explorar as barragens fique em Miranda
  • 20 de Novembro de 2020, 09:51

Apesar de ter visto com satisfação que uma das suas pretensões foi contemplada, já que está prometido que a empresa que vai explorar as barragens terá sede em Miranda, o Movimento quer também a garantia que ali fique a direcção efectiva da empresa e não apenas a sua sede formal.

“O comunicado refere que a empresa que seja responsável apenas pela manutenção e pela operação as barragens seja localizada em Miranda do Douro, mas não fala onde ficará a sede e a direcção efectiva da empresa que vai explorar as barragens, produzir a energia eléctrica e vendê-la ao distribuidor e isso é que é fundamental”, frisou José Maria Pires, um dos representantes do movimento.

Mesmo sendo referido que parte da derrama e do IVA ficarão nos municípios onde se incluem as barragens, José Maria Pires explica que isso já é previsto pela lei actual e que é necessário que outras receitas fiscais fiquem nos concelhos onde a riqueza é gerada.

Para Paulo Meirinhos, outro elemento deste movimento cultural, dos quatro intervenientes neste negócio – o comprador, o vendedor, o Estado e as populações – apenas estas últimas não têm qualquer compensação garantida.

“Vamos dar sempre ao mesmo, à falta de gente. As pessoas vão atrás da riqueza. Se a riqueza sai daqui através das barragens, através dos impostos que são recolhidos em Lisboa, aqui não fica riqueza nenhuma, aqui também não fica ninguém”.

O ministério do Ambiente anunciou há uma semana a luz verde para que a Engie possa avançar com a compra dos aproveitamentos hidroeléctricos de Miranda, Picote, Bemposta, Baixo-Sabor e Foz-Tua.

O Movimento Cultural das Terras de Miranda acredita que o negócio que se anunciou não é claro e que não estão detalhados quais os benefícios para as populações dos concelhos onde se encontram localizadas as barragens.

Escrito por Brigantia

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