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Câmara de Vimioso premeia com mil euros os 20 bebés nascidos este ano no concelho

Câmara de Vimioso premeia com mil euros os 20 bebés nascidos este ano no concelho
  • 17 de Dezembro de 2020, 09:24

Além da ajuda monetária, o município assegura também o pagamento das vacinas não comparticipadas, um encargo de quase 500 euros com cada um dos bebés. A educação não fica esquecida e, por isso, a câmara também presta apoio desde a creche até ao ensino superior.

Ana Maria Martins, mãe da pequena Diana, recebeu este incentivo da câmara pela segunda vez. A primeira tinha sido em 2015, quando teve o primeiro filho. Segundo conta, é uma ajuda importante já que os gastos são muitos. “Este dinheiro que foi atribuído à menina vai ser para, quando Deus quiser, fazermos o baptizado. É uma ajuda. Um bebé traz muita felicidade mas é tudo muito caro, as fraldas, o leite”.

Cidália Fonseca foi outra das mães a quem a câmara entregou, ontem, o cheque. A mãe da pequena Íris sublinha que é fundamental a ajuda em termos de saúde e de educação. “É importante porque nos ajuda para as despesas da menina. Vai-nos ajudar com as despesas das vacinas e na escola, é óptimo”.

A iniciativa “Bebé do Ano” começou em 2002. O município de Vimioso foi a primeiro no país a criar estas medidas regulares de apoio à natalidade. O presidente da câmara considera que, apesar do esforço da autarquia, o Governo devia olhar para o concelho de outra forma. Jorge Fidalgo lamenta que Vimioso continue sem ensino secundário e afirma que muitas pessoas ali se fixariam caso se apostasse no ensino. “Quando criámos esta iniciativa foi no sentido de alertar para o despovoamento. Apesar de todas as medidas que temos tomado, não verificamos a mesma correspondência da parte do Governo central, nomeadamente o facto de continuarmos sem ensino secundário, que é obrigatório. Ou há vontade política ou não há e até hoje não tem havido. Não faz sentido que um concelho não ofereça escolaridade obrigatória. É inaceitável”.

O autarca assinala que o Ministério da Educação deveria, pelo menos, experimentar o prolongamento do ensino até ao décimo segundo ano. “Temos famílias a pagar 280 a 300 euros por uma residência, em Bragança, que é do Estado. O Ministério da Educação insiste em não implementar o ensino secundário em Vimioso. Pelo menos deveriam fazer uma experiência”.

A câmara de Vimioso já apoiou mais de 500 bebés desde que implementou a medida.

Escrito por Brigantia

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