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Carlos Vaz confirma vacinação de funcionários não prioritários da ULS

Carlos Vaz confirma vacinação de funcionários não prioritários da ULS
  • 2 de Fevereiro de 2021, 13:05

Depois de autarcas, dirigentes de lares, funcionários da segurança social e do INEM terem estado no centro dos vários casos de vacinação indevida denunciados em vários pontos do país, agora surge outro caso, desta vez

Carlos Vaz, o presidente da administração da entidade que gere os hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, bem como os 14 centros de saúde do distrito de Bragança, já recebeu as duas doses de vacina contra o SARS-CoV-2, a primeira a 7 de janeiro e a segunda a 28 de janeiro, apesar de os administradores hospitalares não constarem no primeiro grupo de prioritários.

Confrontado, Carlos Vaz não só confirma que já foi vacinado, mas também todos os restantes membros do conselho de administração e funcionários, alegando que seguiu orientações do Ministério da Saúde

“Não houve nenhuma acção indevida, nós seguimos rigorosamente as indicações ministeriais, os prioritários foram todos vacinados primeiro e depois foram vacinados outros funcionários, com as orientações ministeriais que tínhamos. A administração também são funcionários e não foi em primeira linha, foi depois de todos os prioritários terem sido vacinados”,

Refira-se que os membros do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste e mais cerca de quatro dezenas de funcionários trabalham num edifício da Praça Cavaleiro Ferreira, em Bragança, fora do ambiente hospitalar.

Em comunicado, a administração acrescenta que há uma “gestão rigorosa e transparente das vacinas contra a Covid-19” e que evita o desperdício atendendo aos prazos estipulados para a administração das mesmas”.

Destaca ainda que, até à passada sexta-feira, “foram já vacinados todos os profissionais de saúde que integram a ULS do Nordeste”, à exceção daqueles que se recusaram ou estiveram infetados com o novo coronavírus.

Além deste caso de vacinação de funcionários não prioritários da ULS Nordeste, também na Santa Casa da Misericórdia de Bragança há suspeitas de irregularidades no processo de vacinação. Segundo o jornal Público os sete membros da direcção da instituição terão sido todos vacinados contra a Covid-19. Contactada a Misericórdia de Bragança não se quer pronunciar sobre o caso, dizendo apenas que “todo o processo decorreu dentro da normalidade e legalidade”.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou que foram instaurados nove inquéritos para apurar se houve vacinação indevida, sendo um deles referente a factos ocorridos numa instituição de Bragança. Escrito por Terra Quente /Brigantia.

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