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Movimento de Miranda quer que ministro do Ambiente assuma responsabilidades do imposto que não foi pago pela EDP

Movimento de Miranda quer que ministro do Ambiente assuma responsabilidades do imposto que não foi pago pela EDP
  • 8 de Março de 2021, 09:00

“O que aconteceu foi que a EDP vendeu o trespasse ou trespassou uma concessão do domínio público à Engie. O resto é artifício com o objectivo de não pagar impostos. Como o ministro já veio dizer que não havia direito a pagamento de impostos, então se não paga a EDP, ele é responsável por isso e tem que assumir as responsabilidades totais deste processo”, afirmou Aníbal Fernandes, membro do movimento.

O Movimento entende que a EDP interpretou a lei à sua maneira e aproveitou para não pagar impostos, fazendo uma reestruturação da empresa.

“O que queremos é que a lei seja cumprida e que não haja interpretações abusivas das entrelinhas da lei”.

Há já um processo aberto pela Procuradoria-Geral da República, relativo ao negócio da venda das barragens. O Movimento Cultural diz que tem muito a dizer sobre esta venda e quer constituir-se assistente no processo.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda critica ainda o ministro do Ambiente por dizer que o Governo não pode interferir num negócio que é entre privados. A venda das seis barragens da EDP à Engie rendeu 2,2 mil milhões de euros. Em causa está o não pagamento dos impostos relativos à venda e que iriam ficar nos territórios onde estão instaladas as barragens.

O líder do grupo parlamentar do PSD, Adão silva, em declarações à TSF, disse que este negócio não passa de uma “marosca fiscal” e que tem que ser feita “justiça”.

Escrito por Brigantia

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