Proprietários de ginásios anseiam pela abertura e entendem que é uma questão de saúde física e mental
Jorge Costa, proprietário de um ginásio em Bragança, afirma que há condições para abrir portas e para as pessoas se sentirem seguras.
“Nunca foi um foco de contágio, sempre dissemos que queremos ser parte da solução e não do problema e estamos preparados. Queremos trabalhar e trazer saúde às pessoas e não doença”, sublinhou.
Os ginásios foram dos que mais investiram nas regras de segurança e higienização. Um gasto a juntar à renda e aos impostos, que obriga a repensar no negócio e a dispensar funcionários. Rui Sousa, proprietário do ginásio Brifitness, conta que no início da pandemia dava emprego a 6 pessoas e agora são 4.
“É difícil fazer uma previsão financeira para termos alguma estabilidade e darmos alguma garantia aos nossos funcionários e então temos de despedir pessoas”, afirma.
Apesar de alguns ginásios estarem a trabalhar online, são muito poucas as pessoas que aderem a este serviço. Bruno Gonçalves, do ginásio Corpus, diz que não há comparação em termos de adesão e que tem sido difícil suportar as despesas.
“Estou a fazer algumas aulas individualizadas on-line, mas não vai preencher a falta dessas aulas, basta pensar que numa aula presencial tínhamos 12 ou 13 pessoas e on-line é difícil arranjar 5 ou 6”, destacou.
Uma das excepções do confinamento é a prática de exercício ao ar livre. Ainda assim, parece não substituir os ginásios e as aulas conjuntas. Questionado sobre se os clientes querem voltar à actividade, Pedro Costa, proprietário de outro ginásio em Bragança, confirma o que já se previa.
“Todos os dias recebo mensagens a perguntar quando vamos voltar, quando abrimos”, conta.
Os ginásios também atravessar por uma fase difícil, devido à pandemia. Vão poder abrir já depois do dia 5 de Abril, mas sem aulas colectivas. Só a partir de Maio poderão funcionar sem restrições. Escrito por Brigantia.