Região

Resíduos do Nordeste revela aumento da recolha selectiva

Resíduos do Nordeste revela aumento da recolha selectiva
  • 7 de Abril de 2021, 08:17

O crescimento verificou-se em todos os materiais depositados nos mais de mil ecopontos espalhados pelos 12 concelhos do distrito de Bragança e Vila Nova de Foz Côa. O balanço foi feito por Hernâni Dias presidente do Conselho de Administração da Resíduos do Nordeste, empresa intermunicipal que comemorou a 1 de Abril o 18.º aniversário. “A própria recolha selectiva, no ano de 2020, aumentou cerca de 10%. Aumentou em tudo aquilo que tem a ver com todos os materiais, nomeadamente o papel, cartão, plástico, vidro, metal. Representa. Representa mais de 340 toneladas”.

A pandemia apresentou alguns desafios à empresa, mas não fez aumentar a recolha de lixo indiferenciado e no ano passado, houve uma estabilização nas cerca de 53 mil e 500 toneladas. No entanto, segundo Paulo Praça, director geral da RN, houve algumas alterações de padrões. “Nos locais onde existem restaurantes verificou-se uma menor concentração de resíduos e passou a haver maior concentração de resíduos nas áreas habitacionais porque as pessoas a estar em casa, que contribuiu para que existisse aumento de resíduos descartáveis”.

A empresa afirma estar agora “num novo momento de viragem”, com investimentos aprovados para reforço da recolha selectiva porta-a-porta no sector residencial, implementação de recolha de bio-resíduos e adaptação da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (UTMB) para tratamento deste tipo de lixo. Candidaturas ao PoSeur no valor de cerca de 1 milhão e 500 mil euros.

Um revés para actividade da empresa é o aumento da taxa de gestão de resíduos, que foi contestado. Apesar de ter sido anunciada uma moratória, os municípios continuam a pagar. “Passando de 11 euros a tonelada para 22, representa um valor que passa de 400 mil euros que a empresa tem de pagar por ano para 800 mil euros anuais. É um aumento brutal. Houve uma moratória, que penso que ainda não foi publicada. Estamos a aguardar que tudo possa estar devidamente legalizado para que não paguemos esse aumento até Junho”, explicou Hernâni Dias.

A empresa intermunicipal iniciou actividade em 2003 com 50 mil euros de capital social e hoje tem já cerca de 20 milhões de capitais próprios. O ano passado no anuário financeiro, a Resíduos do Nordeste ficou em 19.º lugar entre as empresas com os melhores resultados económicos, entre mais de 160 empresas do sector empresarial local.

Escrito por Brigantia

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin