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Empresários da música lançam petição para anular decisão da CIM

Empresários da música lançam petição para anular decisão da CIM
  • 24 de Maio de 2021, 16:11

Paulo Fernandes, de um grupo de concertinas de Torre de Dona Chama, no concelho de Mirandela, é um dos impulsionadores desta onda de revolta e explica o objetivo desta petição:

“Queremos sensibilizar todos os empresários que estão ligados ao mundo do espetáculo, porque não são apenas os grupos musicais, existe um grande número de pessoas ligadas a esta área. A petição serve para que todos os que, direta ou indiretamente, trabalham e dependem do setor da música, especialmente durante o verão, a assinem para a fazermos chegar à Assembleia da República.Consideramos que esta decisão da CIM até é ilegal no sentido em que, se o próprio Governo diz que os espetáculos podem acontecer desde cumpridas as regras da DGS, e se estamos dispostos a cumprir essas normas, porque não nos deixam trabalhar?”

Vários empresários do distrito de Bragança consideram-se injustiçados e não entendem os motivos desta decisão:

“Não compreendemos como é que num território de baixa densidade não é possível que se realizem espetáculos em segurança ao ar livre. O reverso da medalha acontece em outras zonas do país com uma densidade populacional ainda maior, e onde se planeiam atividades. Existe aqui um grande contra senso e não aceitamos que isto siga. Desde que a nossa contestação começou ainda não tivemos qualquer contacto da CIM. Aliás, estabelecemos um contacto telefónico para a CIM mas nem sequer fomos bem recebidos. O que nos disseram foi que, eventualmente, esta situação poderia ser novamente levada a discussão daqui a 15 dias, numa próxima reunião.” 

Se a petição não surtir o efeito desejado, Paulo Fernandes refere que poderão vir a ser tomadas outras medidas:

“Temos um núcleo formado, ainda que de forma informal para já, com vários proprietários e empresários do distrito. Se for necessário, faremos uma ou várias manifestações em frente à CIM ou até em frente a cada Câmara Municipal. Isto numa primeira fase, pois caso seja necessário estamos dispostos a fazer boicote à próxima campanha eleitoral que aí vem.”

Segundo o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes, apesar de a vacinação contra a Covid-19 no distrito estar bastante avançada, só no final de Agosto é que grande parte da população estará vacinada. Esta decisão foi tomada tendo em conta as opiniões das entidades regionais, como câmaras municipais, unidade de saúde e igreja.

“No distrito de Bragança as pessoas que nos visitam no Verão são essencialmente emigrantes e turistas, bastante gente. Algumas aldeias duplicam e mais que duplicam a população nessa época, o que significa que é preciso ter algumas cautelas, porque o assunto [pandemia] ainda não está resolvido e eventos ao ar livre sem controlo é sempre uma preocupação a nossa parte”, esclareceu.

O estado de evolução da pandemia será avaliado pela CIM e em função disso poderá ainda ser diminuído o prazo do cancelamento das festas. Para além disso, Artur Nunes destaca ainda que serão organizados eventos culturais este verão.     

Artur Nunes disse ainda que os municípios estão abertos para conversar com os operadores da cultura e dos espectáculos.

Escrito por Onda Livre (CIR) e Brigantia

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