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Atrasos nas cirurgias à bexiga na ULS NE por falta de bandas suburetrais

Atrasos nas cirurgias à bexiga na ULS NE por falta de bandas suburetrais
  • 16 de Julho de 2021, 10:01

Maria do Amparo aguarda uma cirurgia de incontinência urinária há quase dois anos na ULS do Nordeste. No final de 2019, fez os exames para fazer a operação, mas devido à falta de redes suburetrais necessárias para resolver o problema, foi encaminhada para outra unidade hospitalar.

“Em 2019, fiz os exames todos para fazer essa cirurgia. O médico tinha-me avisado que era capaz de demorar um bocadinho porque não tinham as bandas. Depois, recebi uma carta para a ir fazer no hospital particular, só que eu não aceitei. Primeiro, não ia ser o médico que me tem seguido aqui em Bragança, daí eu não ter aceitado porque não conhecia os médicos nem o hospital”, refere a paciente.

Com o receio de que pudesse não correr bem a cirurgia, por não ser feita pelo médico que a acompanha, Maria do Amparo recusou. Mas a situação continua por resolver e a única solução é ser operada noutro hospital.

“Fiz agora, recentemente, os exames. Estão outra vez feitos e o médico disse para aguardar. Se forem eles, aqui no ULS, tudo bem. Se não for e não tiverem as bandas, terá de ser noutro lugar e eu tenho de aceitar porque quanto mais tempo estiver, pior”, afirma.

Contactada a Unidade Local de Saúde do Nordeste explicou que o atraso destas operações consideradas “não prioritárias” se prende “com o dispositivo utilizado, pois a empresa fornecedora das redes suburetrais utilizadas descontinuou a sua produção” e que “está a ser desenvolvido o procedimento com vista à aquisição de novos dispositivos para retomar a actividade cirúrgica nesta área”. Acrescentou ainda que “os doentes com intervenções em lista de espera continuam a ter resposta no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente através de vales cirúrgicos”. Escrito por Brigantia.

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