Atrasos nas cirurgias à bexiga na ULS NE por falta de bandas suburetrais
Maria do Amparo aguarda uma cirurgia de incontinência urinária há quase dois anos na ULS do Nordeste. No final de 2019, fez os exames para fazer a operação, mas devido à falta de redes suburetrais necessárias para resolver o problema, foi encaminhada para outra unidade hospitalar.
“Em 2019, fiz os exames todos para fazer essa cirurgia. O médico tinha-me avisado que era capaz de demorar um bocadinho porque não tinham as bandas. Depois, recebi uma carta para a ir fazer no hospital particular, só que eu não aceitei. Primeiro, não ia ser o médico que me tem seguido aqui em Bragança, daí eu não ter aceitado porque não conhecia os médicos nem o hospital”, refere a paciente.
Com o receio de que pudesse não correr bem a cirurgia, por não ser feita pelo médico que a acompanha, Maria do Amparo recusou. Mas a situação continua por resolver e a única solução é ser operada noutro hospital.
“Fiz agora, recentemente, os exames. Estão outra vez feitos e o médico disse para aguardar. Se forem eles, aqui no ULS, tudo bem. Se não for e não tiverem as bandas, terá de ser noutro lugar e eu tenho de aceitar porque quanto mais tempo estiver, pior”, afirma.
Contactada a Unidade Local de Saúde do Nordeste explicou que o atraso destas operações consideradas “não prioritárias” se prende “com o dispositivo utilizado, pois a empresa fornecedora das redes suburetrais utilizadas descontinuou a sua produção” e que “está a ser desenvolvido o procedimento com vista à aquisição de novos dispositivos para retomar a actividade cirúrgica nesta área”. Acrescentou ainda que “os doentes com intervenções em lista de espera continuam a ter resposta no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente através de vales cirúrgicos”. Escrito por Brigantia.