Candidatos à câmara de Macedo de Cavaleiros apresentaram estratégias para alavancar economia do concelho
No debate promovido, esta sexta-feira, pela Rádio Brigantia e Jornal Nordeste os cinco cabeças-de-lista defenderam estratégias para levantar as empresas e o sector da agricultura, da crise provocada pela pandemia. Para o candidato social-democrata, Nuno Morais, a autarquia deve patrocinar a produção, transformação e comercialização dos produtos agrícolas, já que considera que a agricultura é o grande motor da economia do concelho.
“Queremos sobretudo desenvolver um centro de investigação zootécnico onde a autarquia tenha um papel importante na doacção e produção animal, mas não podemos estar à espera de patrocinar essa produção e que os agricultores fiquem com os animais em casa e não consigam fazer a transformação dos produtos que resultam desses animais. Temos que também criar cozinhas tradicionais, instalação de indústrias de produção animal”, salientou.
Já o actual presidente da câmara, que se recandidata pelo PS pela segunda vez ao cargo, Benjamim Rodrigues, defende que para melhorar a economia do concelho é preciso apostar na zona industrial e na instalação de empresas.
“Temos uma candidatura aprovada e o contrato esta assinado para arrancar imediatamente, de cerca de 1,1 milhões de euros. Há muitas empresas multinacionais para se instalarem. Nós estamos a fazer a expansão da zona industrial, com novas unidades de execução. Alem disso a plataforma logística regional não está fora do nosso propósito”, explicou.
Também o candidato do Movimento “Unidos por Macedo” defende a dinamização da agricultura. Rui Vaz apresentou algumas das suas propostas para este sector, nomeadamente desenvolver o regadio.
“É estabelecer parcerias estratégicas e criar linhas de escoamento das produções. Valorização e expansão do regadio. Nós temos que retira ao governo o argumento que tem de não nos dar a possibilidade de termos regadio por não estarmos a regar exactamente aquilo que temos disponível. Temos que fazer um trabalho intensivo juntamente com a associação de regantes de Macedo de Cavaleiros no sentido que a área que está para ser regada que o seja, o mais rápido possível”, referiu.
Por outro lado, o candidato do Chega, Rui Pacheco, defende que é preciso apostar no ensino superior, na agricultura e na instalação de um centro logístico, já que entende que dessa forma as empresas não se irão instalar nem serão criadas ofertas de emprego.
“Uma zona industrial sem um centro logístico, hoje em dia, para as actividades económicas modernas é indispensável. Como vamos valorizar e querer escoar os produtos da nossa terra, se não temos um centro logístico que faça o armazenamento dos produtos até à sua entrega, a própria gestão do transporte, o processamento da distribuição, a expansão detalhada dos produtos garantindo a sua qualidade? Temos que também ter atenção às taxas de licenciamento que são aplicadas aqui na zona industrial, que são bastante altas”, disse.
Para o candidato da CDU, Carlos Cunha, a câmara é responsável por identificar os problemas dos agricultores e comerciantes.
“É preciso manter uma relação próxima com os representantes do sector agrícola e a câmara promover uma reunião semestral para saber os problemas dos agricultores. A câmara deve então ter uma reunião com essas associações e fazer chegar ao governo para resolver esses problemas. Não só ao nível da agricultura, mas também com outras instituições que estejam à frente de outros sectores”, defendeu.
Durante o debate o actual presidente da câmara adiantou ainda que a dívida da câmara, em quatro anos, diminui de 23 para 13 milhões. O turismo foi também discutido pelos cinco candidatos, que acreditam que o concelho tem grande potencial para apostar neste sector. O próximo debate acontece no dia 25 de Agosto, em Mogadouro.
Escrito por Brigantia