Região

Emigrantes regressaram em maior número mas optaram por ficar pelas aldeias

Emigrantes regressaram em maior número mas optaram por ficar pelas aldeias
  • 1 de Setembro de 2021, 08:46

Depois de muitos filhos da terra terem deixado de vir, no ano passado, por causa da pandemia, este mês voltou a assemelhar-se com o que antes era o verdadeiro verão de férias em Portugal. 

As aldeias voltaram a encher-se de gente e os brigantinos abriram as portas de casa para receber os familiares, que deixaram o país à procura de uma vida de mais oportunidades.

Ainda que cada vez mais perto da realidade, os emigrantes dizem que a quantidade de gente que se viu por Bragança ainda não é a mesma, mas que, comparando com o ano passado, se nota que vieram em muito maior número. “Este ano também consegui vir mas apenas no Verão. Antes vinha também na Páscoa e no Natal. Primeiro confinou a França e depois Portugal. Não tive hipótese de vir antes. Vacinei-me, por isso, ver a família, para mim, era primordial”, disse Susana Afonso, emigrante, há cinco anos, na França. “Vim no ano passado também. Tinha que vir. Tenho cá família. Este ano houve muito mais emigrantes. Mas muita gente não veio para a cidade. Ficaram nas aldeias, porque na cidade fecha tudo muito cedo”, referiu Frederico Ferreira, nascido em França, filho de emigrantes. “Tenho vindo todos os anos duas ou três vezes e notei que havia muita mais gente este Verão”, explicou Ludgero Afonso, natural de Castrelos, emigrado, há 12 anos, na Suíça. “A pandemia não trava a minha vontade de vir para cá. Houve muitos emigrantes este ano, estava tudo muito bem controlado”, disse André Caleja Lopes, nascido na França, natural de Alimonde.

Quem decidiu regressar à terra natal para as férias de verão nota que veio muita mais gente e que os que vieram tinham vontade de gastar dinheiro, sobretudo, em restaurantes. Já o pouco que há em termos de diversão nocturna também atraiu vários emigrantes, que se mostraram bem menos tímidos que o ano passado. Ainda assim, os emigrantes preferiram ficar pelas aldeias do concelho, povoando os cafés do dito mundo rural como nunca se tinha visto. “Em termos de restauração creio que deu para ajudar porque era preciso reservar, coisa que não acontecia antes. Os restaurantes estiveram sempre lotado. Em termos de bares e cafés penso que não”, disse Susana Afonso. “Acho que os emigrantes gastaram tudo que havia para gastar. Estavam fartos de estar em França e quiseram aproveitar e estar bem”, esclareceu Frederico Ferreira. “Viu-se muita gente nos restaurantes, nos bares e nos cafés”, disse Ludgero Afonso. “A gente veio porque tinha muito dinheiro”, justificou André Caleja Lopes.

Ainda que tenham sido vários os emigrantes que voltaram ao concelho, depois de muitos deles terem deixado de vir no verão passado, por causa da pandemia, o cenário ainda não foi o de antigamente, com as ruas, as lojas, os cafés e os restaurantes cheios de gente. Escrito por Brigantia.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin