Escritora Hélia Correia recebeu prémio Guerra Junqueiro em Freixo de Espada à Cinta
A autora afirmou em Freixo e Espada à Cinta que receber o prémio que tem como patrono o escritor transmontano é particularmente saboroso.
“Tem, de certo modo, uma importância especial porque tem contornos muito próprios. Guerra Junqueiro é uma figura que me acompanhou muito sobretudo nos primeiros anos da minha vida e depois porque admiro enquanto um homem de cultura, político, determinado e fazendo parte de um grupo de criadores portugueses extraordinário do fim do século XIX que creio que nunca mais se repetiu”, destacou.
A escritora valorizou ainda o facto de o encontro literário que se realizou pelo quinto ano consecutivo não ter um carácter de espectáculo e de exibição do escritor. “Um autor não é um actor, não tem de se expor para ganhar os favores do público para conseguir trabalhar, não tem de fazer esse tipo de auto-promoção. Parece muito que é a exposição da pessoa, do autor que está ali quase como uma artista de espectáculo. O que aqui não aconteceu, de maneira nenhuma. Foi muito bonito, muito discreto, houve tempo para se falar”, afirmou.
Olinda Beja recebeu o Prémio Guerra Junqueiro Lusofonia 2020 para S. Tomé e Príncipe e em homenagem póstuma, o embaixador Joaquim Casimiro Simeão Bule recebeu o Prémio Moçambique 2020 que foi atribuído ao escritor Raul Calane da Silva.
Vera Duarte Pina, vencedora do Prémio Guerra Junqueiro Cabo Verde 2021 também marcou presença neste evento que aconteceu sexta e sábado em Freixo de Espada à Cinta. Escrito por Brigantia.