Festival de Cinema Acessível em Bragança regressa a partir de hoje com filmes legendados e com audiodescrição
A iniciativa conta com a exibição de filmes com audiodescrição e legendagem para surdos e ensurdecidos, bem como a Competição Nacional de Cinema Acessível, e ainda visitas ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais ou ao Museu do Abade de Baçal com audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa ao vivo.
Depois de duas edições, o festival quer assumir-se como um evento nacional dedicado à disponibilização de programação acessível, mas Cláudia Martins, da organização, admite que a localização não torna essa tarefa fácil.
“Estamos a falar de Bragança que é uma zona do interior e periférica e isto não se pode esquecer. Se este festival fosse feito por uma universidade do Porto ou Lisboa o impacto seria muito diferente, nós temos de remar contra a maré e fazemo-nos ouvir e ser conhecidos, em vez de ser, se calhar, em 2 ou 3 anos, tem de ser em 10”, sublinha.
O objectivo principal da iniciativa mantém-se: ser uma forma de sensibilizar para a criação de recursos que promovam a acessibilidade de todos a espaços e actividades culturais. Cláudia Martins acredita que já são visíveis alguns efeitos, mas ainda há caminho a percorrer.
“As mentalidades são as últimas coisas a mudar, creio que conseguimos, muito devagarinho. Em termos de instituições vamos ter a apresentação de um projecto que tem a ver com a acessibilização de espaços culturais, que está agora nas mãos do IPB. São 5 equipamentos que vão ser acessibilizados para diversos públicos, por isso, já estamos a ter algum impacto”, refere.
O Festival de Cinema Acessível, que pode também ser acompanhado à distância, on-line, hoje e amanhã, realiza-se desde 2019, e é organizado pela Comissão de Curso do Mestrado de Tradução da Escola Superior de Educação do IPB. Escrito por Brigantia.