Em Vale da Madre (Mogadouro) eleição do presidente de junta foi feita em plenário de cidadãos eleitores
A aldeia não tinha eleitores suficientes para manter a Assembleia de Freguesia, já que em Junho tinha menos um que o necessário. Foi apresentada apenas uma lista, encabeçada pelo presidente da junta em exercício. No entanto, esta eleição decorreu em moldes diferentes e num período mais curto, explicou António Frade, que foi reeleito para mais um mandato.
“A votação foi feita por boletim. O plenário tem um horário e só vota quando estão as pessoas do plenário presentes. Iniciamos com 10% das pessoas, que é o que é pedido, depois apresentámos as listas. Esperámos meia hora, para ver se havia mais listas, não havendo procedeu-se à votação, na qual participaram 78 pessoas”, acrescentou.
Houve assim dois votos em branco, dois nulos e 72 na única lista apresentada. António Frade entende que esta forma de votação traz alguns constrangimentos, uma vez que “houve pessoas que tiveram que se deslocar duas vezes para fazer o voto”.
Poderá também ser mais complexa a governação da junta de freguesia, constituída pelo presidente e mais dois elementos, já que sem assembleia terá de se reunir o plenário de cidadãos eleitores para tomar algumas decisões.
“Temos que reunir com o povo quando forem situações mais complicadas, é diferente, porque as pessoas também tem os seus afazeres. Vai ser diferente, mas não vai afectar muito”, disse.
Já depois de encerrados os cadernos eleitorais em Junho, que determinaram o mapa para cálculo de mandatos nestas autárquicas, a freguesia passou a ter 153 eleitores, o que permitiria manter a Assembleia de Freguesia e que a votação fosse regular. António Frade espera que daqui a quatro anos a eleição possa voltar a acontecer de forma regular.
Escrito por Brigantia