Desporto adaptado: Atleta macedense ajuda a promover o Rugby em Cadeira de Rodas
Em 2009, depois de um acidente que o deixou numa cadeira de rodas, iniciou vários contactos para criar a modalidade, mas só em 2017 é que a Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes decidiu avançar com o Rugby em Cadeira de Rodas. “Nessa altura fui contactado pela federação e estive presente deste a primeira hora no projecto. Nestes últimos quatro anos a modalidade avançou e finalmente realizámos o nosso primeiro jogo oficial”.
E o primeiro jogo oficial realizou-se este ano, no passado dia 16 de Outubro, em Lisboa, frente a Espanha, na 1ª taça Ibérica de Rugby em Cadeira de Rodas.
No nosso país há apenas 12 atletas que praticam a modalidade, mas Luís Vaz acredita que é possível cativar mais gente. “Neste momento estamos a iniciar com um clube no Porto e outro em Lisboa. Ainda estamos muito aquém daquilo que é pretendido”.
O desenvolvimento da modalidade depende da vontade e motivação dos praticantes, mas também de apoios. “Neste momento o apoio que temos é da federação e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Com alguns apoios já se conseguiu algum material, entre os quais oito cadeiras boas e outras para desenrascar. São cadeiras feitas à medida de cada jogador”, destacou.
Para treinar, Luís Vaz desloca-se todas as semanas, à segunda-feira, ao Porto e a cada dois meses integra o estágio da selecção nacional.
O Rugby em Cadeira de Rodas (RCR) surgiu no Canadá, no final dos anos 1970. Em 2000, a modalidade integrou oficialmente os Jogos Paralímpicos em Sidney.