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Moradores de Vilar de Ledra queixam-se de caminho municipal que não oferece segurança e está agora interdito

Moradores de Vilar de Ledra queixam-se de caminho municipal que não oferece segurança e está agora interdito
  • 10 de Novembro de 2021, 08:55

Na semana passada, a protecção civil do Município decidiu interditar o troço por considerar que já não garantia segurança, devido à ameaça de derrocada.

Alguns habitantes mostram-se revoltados com a situação, alegando que o caminho alternativo não está em condições e não entendem a falta de respostas.

“Em dois anos, nada foi feito, o senhor sempre continuou com a obra. Os engenheiros que vieram aqui não disseram mais nada e estamos em Novembro de 2021 e nada foi feito. Cortaram este acesso e como alternativa temos um caminho que não dá para circular com segurança”, referiu Anabela Nascimento.

Esta habitante de Vilar de Ledra revela mesmo que o condutor da ambulância que iria transportar a sua mãe para uma unidade hospitalar do Porto terá recusado deslocar-se a casa devido às más condições do caminho alternativo.

 “O condutor avisou que assim não pode circular com a ambulância, porque é muito arriscado”, disse.

Outra habitante não esconde a revolta com a demora para resolver este caso que já leva dois anos.

“É lamentável que se passem coisas destas, como é que a ambulância pode passar por aquele caminho alternativo que está cheio de pedras que batem por baixo dos acarros e quando chove ainda fica pior”, disse outra moradora.

Confrontado com estas queixas, o presidente da junta de freguesia de Carvalhais responde em comunicado, garantindo que “desde que teve conhecimento do assunto, fez todas as diligências com as entidades competentes, com sentido de responsabilidade e no estrito cumprimento da lei, lamentando assim o transtorno que tem causado a interdição da Rua”. Nélson Teixeira, revela que, em outubro deste ano, constatou que se encontrava no local uma máquina retroescavadora, que alargava o terreno à medida que o caminho ia desmoronando, tendo mais uma vez chamado a GNR ao local, que mandou suspender os trabalhos. O presidente da junta diz mesmo ter sido informado pelo Município que estão a ser tomadas todas as medidas para a reposição da via o mais rápido possível.

Entretanto, a GNR informa que o caso está mesmo a ser investigado pelo Ministério Público por indícios de se estar perante um crime de destruição de património público.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Foto: Terra Quente 

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