Candidato à Ordem dos Contabilistas Certificados diz que é preciso recentrar a actividade destes profissionais
No caso de vencer as eleições, um dos objectivos é trazer os contabilistas certificados a participar mais na Ordem. O candidato explicou que os contabilistas estão divididos em três sectores e que basicamente só os que trabalham para o privado se sentem pertença da Ordem. “Uma taxa de abstenção, no último acto eleitoral, de 80%, deve oferecer uma reflexão dos dirigentes. Já fizemos o diagnóstico relativo à situação e isto tem a ver, em nossa opinião, com o facto de os contabilistas exercerem a sua profissão nos três sectores da economia. Temos a economia privada, uma prática mais envolvente da profissão, mas também temos o terceiro sector, da economia social e cooperativa, mas a contabilidade não tem como preocupação cumprir obrigações de natureza fiscal. Estes também se devem sentir pertença da sua Ordem. A Ordem está, sobretudo, vocacionada para o sector privado. Depois também temos os contabilistas que exercem em funções públicas e também queremos que se sintam pertença da Ordem”, esclareceu.
Como a profissão contabilística “é mais abrangente do que apenas as preocupações de natureza fiscal”, disse ainda que “é preciso recentrar a actividade do contabilista no apoio às empresas”.
José Araújo considera que esta mudança passa por acabar com redundâncias declarativas. “Temos um mundo cada vez mais digital, sobretudo na relação com a Autoridade Tributária (AT) e com a Segurança Social. Mas, neste momento, temos redundâncias declarativas e declarações que já não fazem sentido, uma vez que com novas obrigações não se eliminaram as anteriores. A uma nova obrigação não significou eliminar as anteriores”, assinalou.
Para o candidato, isto são tudo custos de contexto e “complicam o sistema”. Além disso, “não trazem valor acrescentado ao Estado e sacrificam os contabilistas”. “Os contabilistas estão a utilizar muito do seu tempo para cumprir obrigações declarativas”
José Araújo candidata-se pela segunda vez e defronta, novamente, como aconteceu há quatro anos, na segunda volta, Paula Franco, actual bastonária.
Escrito por Brigantia