Câmaras do distrito gastaram 4,6 milhões de euros com medidas de resposta à pandemia
No distrito de Bragança, as câmaras municipais gastaram cerca de 4,6 milhões de euros com medidas de resposta à pandemia durante um ano.
Segundo o relatório do Tribunal de Contas sobre o “Impacto das medidas adoptadas no âmbito da covid-19 nas entidades da Administração Local do Continente”, se analisada a distribuição per capita o município de Torre de Moncorvo, foi dos que mais despesas teve relacionadas com a pandemia.
Moncorvo investiu 627 mil euros, o que corresponde a cerca de 81 euros por habitante.
Os maiores gastos do município dizem respeito a despesas correntes, com 300 mil euros gastos. 172 mil euros foram despendidos em aquisições de bens ou serviços e 111 mil euros foram para despesas em pessoal.
Os dados dizem respeito ao período entre Março de 2020 e Março de 2021. Em termos absolutos, no distrito, quem mais despesas teve relacionadas com a covid-19 foi o município de Bragança, que despendeu 1 milhão e 600 mil euros. Mirandela gastou 657 mil euros, Vinhais reportou 418 mil euros de despesas, Mogadouro 313 mil euros, Macedo de Cavaleiros 295 mil euros. Alfândega da Fé aplicou 291 mil euros, Vimioso 289 mil euros, Miranda do Douro despendeu 134 mil euros no combate à pandemia e Vila Flor reportou 15 mil euros de despesas ao Tribunal de Contas. Carrazeda de Ansiães reportou apenas 237 euros de custos relativos à covid-19 e Freixo de Espada à Cinta não reportou despesas relacionadas com a pandemia.
Além das despesas, o Tribunal de Contas destaca que municípios como Bragança, Alfândega da Fé e Mogadouro aplicaram isenção de impostos e de pagamento de outros serviços municipais neste período.
Segundo o Tribunal de Contas, entre de Março de 2020 e Março de 2021, o impacto financeiro das medidas de resposta à covid-19 levadas a cabo pelos municípios supera os 500 milhões de euros, valor que diz respeito à despesa assumida e à estimativa de diminuição na cobrança de receitas locais.
Escrito por Brigantia