Jerónimo de Sousa esteve em Macedo de Cavaleiros e criticou falta de aposta na agricultura
Numa sessão de apoio a Joana Monteiro, a cabeça de lista da CDU, por Bragança, nestas legislativas, o secretário-geral do PCP atribuiu responsabilidades aos governos centrais pela desactivação do complexo agro-industrial do Cachão.
“Primeiro, destruíram as estruturas de recolha, transformação e distribuição de produtos alimentares, como o complexo agro-industrial do Cachão, que podia garantir o escoamento a preços justos da produção, elevando e projectando a actividade agrícola na região. Depois pagaram para arrancar vinha e olival. Depois ainda distribuíram apoios, num tabuleiro que está sempre inclinado para o lado do grande agronegócio”, afirmou.
Jerónimo de Sousa disse ainda que a nova Política Agrícola Comum não dará resposta aos agricultores da região, tendo em conta os elevados preços dos produtos para agricultura, como os adubos, as sementes e o combustível.
Mas o líder do Partido Comunista reprovou também a falta de serviços públicos na região, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde, e destacou como o privado se sobrepõe ao público no distrito.
“No distrito, faltam médicos de família e outros especialistas, encerram valências hospitalares, faltam equipamentos e exames. Como é o caso do equipamento para realizar ressonâncias magnéticas, que em todo o distrito de Bragança só existe no privado, que assim faz negócio, embolsando recursos públicos, à conta da recusa do Estado em investir no Serviço Nacional de Saúde”, disse.
O secretário-geral dirigiu-se a um povo que diz ser “resistente”, a quem pediu que não desista de lutar pelo desenvolvimento do distrito.
Jerónimo de Sousa de passagem por Macedo de Cavaleiros, no sábado, a um mês e meio das eleições legislativas.
Escrito por Brigantia