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Desmatamento de 300 hectares de árvores no Monte das Capelinhas em Vila Flor está a preocupar os habitantes

Desmatamento de 300 hectares de árvores no Monte das Capelinhas em Vila Flor está a preocupar os habitantes
  • 29 de Dezembro de 2021, 08:54

O autarca alerta para possíveis problemas de segurança na sequência do corte de árvores em 300 hectares de terreno junto à aldeia de Roios. Para Pedro Lima a proximidade das casas da aldeia é uma preocupação, antecipando que pode haver deslizamentos de terra ou, no futuro, maior risco de incêndio.

“Já há uns meses que andam a fazer este desmate. Há uma área, hoje, na serra completamente nua de 300 hectares. O que me preocupa é se este problema vier a ser um problema de Protecção Civil e aqui pode ter duas vertentes, ou por chuva haver uma movimentação de terras para cima do aglomerado urbano ou pelo não planeamento de um repovoamento adequado, haver um crescimento de mato e daqui a uns anos haver o perigo de incêndio florestal”, disse.

O autarca de Vila Flor afirma ter sido alertado para esta situação pela junta de freguesia de Roios, que transmitiu a preocupação da população.

António Amaral Sousa tem uma casa logo abaixo do muro que sustenta a encosta da serra, em Roios, onde mora e lamenta que tenham sido cortadas tantas árvores.

“Foi pena terem cortado os pinheiros. Talvez cortar mais à volta da casa, mas deitaram tudo abaixo. Até parece que nos falta o ar. O que a gente tem medo é se for mexida a terra, a água pode vir para aqui e rebentar com tudo”, referiu.

Segundo Pedro Lima, o corte das árvores tem as autorizações necessárias das entidades competentes, no entanto, enquanto responsável autárquico e da protecção civil considera que este tipo de gestão florestal pode ter consequências no futuro. Por isso defende que entidades como a câmara municipal deveriam ter uma intervenção neste tipo de processo.

Outra preocupação do executivo municipal é que o corte em larga escala não fique por aqui, uma vez que está agora a ser feito na encosta do monte junto a Vila Flor.

“Preocupa-me que haja este abate indiscriminado, sem haver um planeamento futuro e depois tem que ser accionada a Protecção Civil para acudir”, afirmou.

O presidente da câmara não sabe qual o motivo da venda de tão grande quantidade de madeira, no entanto, admite que, pode estar relacionado com a pressão de fazer a limpeza da floresta, havendo proprietários que, dada a opção, fazem um desmate contínuo e total, o que o autarca considera “terrível” do ponto de vista ambiental e paisagístico.

Escrito por Brigantia

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