Região

Líder do CDS quer reformar o sistema político para aumentar a representatividade do distrito no parlamento

Líder do CDS quer reformar o sistema político para aumentar a representatividade do distrito no parlamento
  • 25 de Janeiro de 2022, 09:42

Isso mesmo adiantou, ontem à tarde, em Mirandela, o líder do CDS, precisamente num dos distritos do país que elege menos deputados, apenas três.

Chicão também deixou bem claro que não quer a regionalização, preferindo uma administração de proximidade.

Na chegada a Mirandela, Chicão tem à sua espera dezenas de apoiantes, entre eles o último deputado eleito pelo partido no círculo eleitoral de Bragança, em 1984. 38 anos depois, Hernâni Moutinho diz que será uma tarefa quase impossível o CDS conseguir um novo deputado

“Não me orgulho nada de ter sido o último deputado eleito no distrito, tenho pena que seja assim e as perspetivas nesta campanha são as mesmas de não termos nenhum deputado”, afirmou

E numa análise ao que pode acontecer no país, Hernâni Moutinho também não parece nada optimista.

Francisco Rodrigues dos Santos admite que será difícil eleger António Mendonça, o cabeça de lista por Bragança, mas prefere contra-atacar com uma proposta concreta para mudar o sistema político a bem do interior.

“Passa por um sistema misto, com círculos plurinominais e uninominais em que as escolhas são feitas pelos eleitores para indicar o deputado que querem ver na Assembleia da República, e por redefinir os círculos eleitorais para dar maior peso e representatividade ao interior para que tenham voz em Lisboa”, esclareceu.

Chicão reafirma que não defende a regionalização, mas antes uma administração de proximidade.

“A regionalização multiplica o que é mau e divide o que é bom, pelo que pretendemos uma administração de proximidade que descentralize serviços públicos do Estado em delegações distritais para dar qualidade de vida a quem aqui vive”, afirmou.

Na arruada pela rua pedonal da cidade, o líder do CDS distribui canetas, alguns apertos de mão e até abraços bem carinhosos

O líder do CDS reafirma que o seu partido é a solução para uma maioria de direita no próximo Governo, porque acredita que a António Costa vai acontecer o mesmo que a Fernando Medina nas autárquicas em Lisboa.

De Mirandela, Francisco Rodrigues dos Santos seguiu ao encontro de apoiantes em Viseu. Escrito por Terra Quente (CIR).

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