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Candidatura alternativa para os órgãos sociais CCA do Alto Douro avançou com providência cautelar para travar acto eleitoral

Candidatura alternativa para os órgãos sociais CCA do Alto Douro avançou com providência cautelar para travar acto eleitoral
  • 9 de Fevereiro de 2022, 09:28

Agora, a candidatura subscrita por 883 associados avançou com uma nova providência cautelar para tentar travar o processo eleitoral agendado para esta quinta-feira, alegando que entre a Comissão de Avaliação e a Mesa da Assembleia Geral e sob orientação da actual Administração, foi gerada aquilo que classificam uma fraude eleitoral. Disso mesmo deram conta, esta terça-feira, em conferência de imprensa, em Mirandela.

Em causa, segundo esta candidatura, está o facto de a comissão de avaliação, que tem a seu cargo a avaliação de adequação das candidaturas ao ato eleitoral, tudo ter feito para garantir a rejeição da candidatura alternativa, procedendo a avaliações que dizem subjectivas e sem fundamentação, e ao mesmo tempo contestar a aceitação que dizem ser ilegal da lista da actual administração que integra elementos que esta candidatura entende não reunir os requisitos de idoneidade, competência e experiência.

Jorge Nunes, um dos representantes da candidatura, lembra que esta comissão foi nomeada pelo actual Conselho de Administração, cujos elementos são novamente candidatos às eleições, pelo que entende existir aqui um claro conflito de interesses.

“Foi fácil a eles próprios, dominando o processo internamente, excluir de forma ilegítima e não fundamentada esta lista. Pedimos e solicitamos que o relatório comparativo da avaliação dos membros das listas fosse apresentado de forma escrita e não existe. Actuámos contestando no órgão legítimo, que é a própria mesa da Assembleia que manifesta não ter competência apara analisar as nossas reclamações. Perante esta situação esta lista viu-se forçada a ter que recorrer ao Tribunal através de uma providência cautelar”, explicou.

Também Nuno Paulo de Oliveira, outro representante desta candidatura, diz que é um autêntico escândalo que a Administração da Caixa Central nada faça e apoie um acto eleitoral que denomina de fraudulento.

“Não podemos esquecer que a única lista admitida por esta administração ao processo eleitoral é constituída pela própria administração, ela própria investigada no processo Miríade, que tem a ver com o comércio de diamantes ilegais e branqueamento de capitais”, referiu.

Esta candidatura pretende que o processo eleitoral volte à estaca zero para que seja possível a apresentação de listas, programas e esclarecimentos aos cerca de 14 mil associados e acabar com a prática de lista única, lembrando que na anterior eleição, votaram cerca de 70 associados, ou seja, 0,5% do colégio eleitoral.

Esta candidatura interpôs, no passado dia 10 de Janeiro, no tribunal de Bragança, uma providência cautelar de suspensão de deliberações sociais tomadas pela comissão de avaliação e da assembleia-geral. Segundo Moura Alves, representante desta lista, enquanto não houver uma decisão em primeira instância não é lícito realizar as eleições. Ainda assim, admite que já nada o surpreende.

“A mim não me admira, que apesar desta combinação legal e destas consequências legais, não nos espantemos que no dia 10 o acto eleitoral aconteça, porque estamos perante pessoas que se sentem à vontade para governar a Caixa de Crédito Agrícola como bem entendem”, afirmou.

Esta candidatura subscrita por 883 associados da Caixa Agrícola do Alto Douro garante que vai acatar qualquer que seja a decisão do tribunal sobre a providência cautelar. Resta saber se o ato eleitoral para os órgãos sociais daquela instituição bancária vai mesmo acontecer esta quinta-feira à tarde no Pavilhão do Nerba, em Bragança.

Escrito por Terra Quente (CIR)

 

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