Idosos da Fundação Betânia criam panos dos namorados
Através da renda, da pintura e de frases alusivas ao amor e a amizade dão vida a pedaços de pano.
Maria Bento vai puxando a linha e a agulha vai espetando no pedaço de pano, que começa a ganhar vida à medida que a renda é feita. Com 89 anos, não se esquece do croché que aprendeu em pequena e, por isso, abraçou o desafio de fazer os lenços dos namorados. Ao todo são catorze os utentes que colocaram mãos à obra.
“Acho boa ideia. Estamos entretidos e é uma maneira de ocupar o tempo”, disse uma utente.
“Gosto muito de fazer renda, porque me entretenho”, referiu outra utente.
Com o Dia de São Valentim a aproximar-se, a Fundação Betânia decidiu assinalar a data com a criação dos conhecidos lenços dos namorados. A ideia partiu da gerontóloga Carla Chaves.
“Tentei criar algo diferente com os utentes do Centro de Dia e como é um grupo mais autónomo e elas adoram fazer croché e foi nisso que foram habituadas, lancei-lhes este desafio e elas estão sempre prontas para ajudar. Tentámos e nunca pensei que as pessoas gostassem e está a ter bastante saída”, explicou.
Esta é também uma forma de manter os idosos ocupados, depois do isolamento provocado pela pandemia.
“Nestes tempos difíceis que temos vivido e continuamos a viver, inclusivamente este grupo esteve muito tempo parado em casa, e eu acho que qualquer dinâmica é muito rica e interessante, quanto mais conseguimos transmitir mensagens de carinho, amor, ternura e fazer chegar essa mensagem alguém”, sublinhou a directora da Fundação Betânia, Paula Pimentel.
Até agora já foram vendidos 12 lenços dos namorados e estão encomendados mais 20.
As pessoas interessadas podem fazer encomenda através da página de Facebook da Fundação Betânia ou comprar na recepção do lar.
Escrito por Brigantia