Eleições na CCA do Alto Douro aconteceram mesmo com providência cautelar interposta pela candidatura alternativa
Mesmo depois de a candidatura alternativa ter avançado com uma providência cautelar, no tribunal de Bragança, por considerar haver fraude eleitoral entre a Comissão de Avaliação e a Mesa da Assembleia Geral e sob orientação da actual Administração, as eleições aconteceram na mesma. A votação estava marcada para ontem à tarde, no Nerba, em Bragança, num dos pontos da ordem do dia da assembleia geral e, ao que
apuramos, a lista única obteve 289 votos a favor, 20 brancos e 5 nulos. No entanto, com a providência cautelar posta em tribunal, não deveriam ter acontecido.
Segundo Carlos Moura Alves, advogado da lista alternativa, as eleições foram ilegais e têm que ser anuladas.
“O que a Administração da Caixa do Alto Douro fez foi violar essa disposição legal e foi executar uma deliberação que está impugnada, nomeadamente a deliberação de realização do acto eleitoral. É mais um acto elícito e ilegal nesta administração e que não nos surpreende, mas que tem as duas consequências, desde logo a nulidade daquilo que foi deito ontem”, explicou.
O mandatário da lista alternativa, Mário de Abreu e Lima, disse não ter ficado surpreendido com o avanço das eleições.
“Não nos surpreendeu a realização. É mais um acto irregular entre muitos que foram praticados no desenvolvimento das eleições e, por isso mesmo, mereceu a nossa impugnação. Vamos ficar à espera da decisão do tribunal e aquilo que decidir teremos que acatar”, referiu.
Esta candidatura, subscrita por 883 associados, pretende que o processo eleitoral da Caixa de Crédito Agrícola do Alto Douro volte à estaca zero para que seja possível a apresentação de listas e programas, acabando com a prática de lista única.
Escrito por Brigantia