Assembleia de Bragança recomenda ao Governo que tome medidas para baixar preços de combustíveis e energia
Por isso, ontem, na Assembleia Municipal, foi aprovada uma recomendação que vai ser enviada ao Governo, para que sejam tomadas medidas para aliviar esta situação. O social-democrata, Alex Rodrigues, alertou para as consequências que a subida dos preços está a ter em Bragança. “Para que o Governo tenha a sensibilidade de rapidamente mitigar estes preços, sob pena até de o comércio, de as empresas e das próprias pessoas não conseguirem acompanhar este aumento de preços, como mais 40 cêntimos num pão, para não falarmos da inflacção e das taxas de juros, não é o aumento do salário mínimo que cobre esta diferença”, sublinha.
Uma situação que está afectar o país, nomeadamente a região, onde a falta de médicos de família e obstetras também é um problema. Na Assembleia Municipal o assunto voltou a ser discutido. O líder da bancada do PS, Luís Pires, defendeu que é preciso que todo o distrito esteja unido na reivindicação de melhores cuidados de saúde e que é preciso arranjar forma de preencher os concursos que ficam desertos.
“Ao longo doa anos são abertas vagas e elas não são preenchidas, a questão de recorrer a instrumentos legais que a lei possibilita, como contratação directa de tarefeiros e colaborações de outras entidades com a de Bragança tem de ser utilizada. Mas o que sucede é que de forma estruturante em Portugal e neste momento nada podemos fazer quando se abre vagas para uma determinada valência e elas ficam desertas”, afirmou.
O presidente da câmara de Bragança, Hernâni Dias, afirma que a falta de obstetras só se resolve com contratações destes profissionais, para que as grávidas não tenham que recorrer a outras maternidades fora do distrito.
“É preciso contratar obstetras em regime de permanência, evitando estas oscilações. Não está em causa a grande qualidade dos serviços, mas simplesmente a intermitência dos cuidados de saúde, porque não há a garantia de que diariamente os possam ter. Como os obstetras estavam contratados em regimes de serviços verificavam-se muitas falhas e isso levou a que tivesse havida algumas dezenas de partos que não se realizaram aqui em Bragança”, apontou.
O autarca alertou ainda para a falta de médicos de família nomeadamente no posto de saúde de Izeda e no centro de saúde da Sé.
“Com a aposentação de três médicos de família ultimamente no Centro de Saúde da Sé, neste momento existem cerca de 6000 utentes sem médico de família, isto é um problema grave e que só pode ser sanado com a abertura de concursos”, afirmou.
Na Assembleia Municipal foi ainda aprovada a atribuição do Brasão de Ouro a Dom José Cordeiro, anterior bispo da Diocese Bragança-Miranda e agora Arcebispo de Braga. A distinção vai ser atribuída no domingo, comemoração do dia da cidade de Bragança. Escrito por Brigantia.