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Alunos do agrupamento Emídio Garcia apelaram à paz e mostraram solidariedade com a Ucrânia

Alunos do agrupamento Emídio Garcia apelaram à paz e mostraram solidariedade com a Ucrânia
  • 4 de Março de 2022, 12:36

Em alto e bom som os mais novos gritavam “Ucrânia”. Nas mãos tinham cartazes que pediam “força” e pombas brancas como gesto de paz. Os mais velhos formavam no chão o desenho de uma pomba enquanto seguravam folhas com as cores da bandeira do país. Todos apelavam à paz e ao fim da guerra. Nem os mais pequenos estão indiferentes ao que está acontecer.

“Eu não quero que a guerra aconteça e quero que haja paz em todo o mundo”, afirmou a pequena Archeline Forquilha, de 8 anos.

Com os alunos estava um pequeno grupo de ucranianos que vive em Bragança, entre eles Yuliya Chokhriy. Está há 11 anos na cidade. Ainda que longe, diz estar a ser um pesadelo o que o seu país de origem atravessa, mas também porque parte da família ainda está na Ucrânia.

“Estou muito mal, estou muito preocupada com a minha terra, só peço a Deus para nos livrar disto, não só à Ucrânia, mas a todo o mundo. Não estou muito calma, porque tenho lá os meus familiares e a minha terra vai praticamente desaparecer”, lamentou.

Mais de mil alunos e professores concentraram-se na Catedral de Bragança e participaram na iniciativa de solidariedade. Segundo o professor Alberto Pais, um dos organizadores, a guerra tem sido abordada nas aulas e os estudantes têm mostrado preocupação.

“Sentimos dentro a sala de aula que os alunos tinham interesse em participar e manifestar a sua solidariedade para com todos os que sofrem, é esse o objectivo. A construção da pomba branca é o símbolo da paz e é isso que queremos para o mundo”, frisou.

Para além da pomba humana, foram ainda lidos poemas em português e ucraniano e ouvido o hino da Ucrânia. Os sinos da catedral também se fizeram ouvir.

Escrito por Brigantia

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