Adão Silva admite que vice-presidência da Assembleia da República exige mais responsabilidade
Dos 224 deputados, 190 votaram a favor do nome do parlamentar que foi cabeça de lista por Bragança pelo PSD nas legislativas de 30 de Janeiro. A proposta recebeu ainda 28 votos em branco e seis nulos.
Depois de mais de duas décadas na Assembleia da República, Adão Silva admite que este será um mandato com mais responsabilidade.
“Um mandato assumindo a vice-presidência da AR tenho obrigações acrescidas, naquilo que é a condução de trabalhos parlamentares, quando o senhor presidente da AR assim o entender. Estar aqui à disposição dos meus colegas para que o parlamento responda bem àquilo que são as necessidades, direitos, ambições e desejos dos portugueses”, frisou.
Foi ainda eleita para vice-presidente do parlamento pelo PS Edite Estrela, natural de Carrazeda de Ansiães.
Já os nomes de João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e Diogo Pacheco de Amorim, do Chega, foram rejeitados. No caso deste partido foi proposto um outro nome, o de Gabriel Mithá Ribeiro, que acabou também por ser chumbado numa segunda votação.
Adão Silva não comenta a polémica e diz apenas que se trata de liberdade de votação. Para o deputado eleito por Bragança não deverá haver problemas de funcionamento da mesa da assembleia, mas o trabalho poderá ser mais exigente.
“Antes o trabalho era feito por quatro pessoas, passará a ser feito por duas pessoas e é evidente que dará mais trabalho, mas essa é também a nossa obrigação”, acrescentou.
A mesa da Assembleia tem, no entanto, quórum e vai funcionar com o presidente Augusto Santos Silva e os dois vice-presidentes eleitos.
Adão Silva deixa agora a presidência do grupo parlamentar do PSD. As eleições estão marcadas para a próxima quinta-feira.
Escrito por Brigantia