Futuro “Laboratório Ibérico dos Alimentos” vai juntar oito instituições de investigação do Norte de Portugal e Espanha
Além de representes do IPB, também da Universidade de Vigo e do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia em Braga estiveram reunidos ontem em Bragança para definir alguns pontos do acordo que vai permitir o trabalho em rede.
A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, considera que a “área do agro-alimentar é muito importante do ponto de vista do desenvolvimento nas zonas de fronteira”. Estas instituições já têm “grandes parcerias no agro-alimentar, agora vão ter de fazer este trabalho de acordo, para definir que recursos humanos vão imputar, que infraestruturas, o que é cada um deles vai colocar, definir a agenda científica e tecnológica”. A governante espera que o contrato seja assinado até à próxima cimeira ibérica.
Segundo Lilian Barros, do Centro de Investigação de Montanha do IPB, o laboratório surge devido à colaboração que já se pratica entre os vários centros de investigação do norte do país, Galiza e Castela e Leão. Mas o objectivo é que a investigação funcione em rede para evitar repetição de pesquisas e procedimentos. “Se trabalharmos em rede e conseguirmos aproveitar as valências que têm todos os grupos de investigação como do Norte de Portugal, como destas regiões Espanha conseguimos evoluir mais. Não estarmos a fazer aqui um ensaio no IPB e em Galiza ou Castela e Leão repetirem o mesmo, se juntarmos forças e trabalharmos em rede vamos conseguir evoluir muito mais do que estarmos a trabalhar de forma mais isolada para chegar a este produto”, sublinhou.
O Secretário Geral para o Desafio Demográfico de Espanha, Francesc Boya Alós, acredita que são este tipo de projectos que contribuem para fixar pessoas nas regiões transfronteiriças. “Este projecto ou o próprio centro de investigação que se está a criar na província de Carceres ligado à área de energia, incorpora também importante desenvolvimento da indústria e este é o objectivo. São projectos que vão ajudar a dinamizar e a desenvolver o interesse das empresas por todo o território da raia que é tão extenso”, afirmou.
O projecto está incluído na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço entre Portugal e Espanha. Escrito por Brigantia.