Piloto que morreu no combate a incêndio em Moncorvo tentou impedir que avião caísse
Segundo o relatório, depois de o piloto ter carregado a água do rio, a aeronave “iniciou um movimento abrupto com nariz e asa direita em baixo”. O piloto ainda largou a água que transportava, mas não conseguiu “recuperar a altitude”, o que fez com que semi-asa direita batesse num primeiro socalco, acabando por ficar imobilizada a “45 metros do ponto de contacto inicial”.
Revela ainda que “as evidências sugerem que o motor estava a debitar potência no momento do impacto com o solo” e que na altura do embate a aeronave explodiu.
O piloto manteve as comunicações com as equipas de combate a incêndio que estavam no terreno, mas durante o voo “nada foi reportado pelo piloto sobre algum problema ou limitação da tripulação ou aeronave”.
Outro piloto que estava no terreno a combater o fogo, “visualizou a queda e consequente incêndio” e tentou ainda salvar o colega com “uma largada de água sobre os destroços da aeronave”, mas não conseguiu evitar a tragédia.
A autópsica ao corpo do piloto de 38 anos revela que morreu na sequência da explosão.
Escrito por Brigantia
Foto: Relatório GPIAAF