Calor persistente aumenta procura de equipamentos de climatização
No caso da APJ, registou-se muito mais procura nas últimas duas semanas, garante Paulo Miranda, sócio gerente da empresa sediada em Bragança.
“Devemos estar a falar num aumento de 5 a 10% em relação ao normal. O ano passado fizemos uma encomenda de equipamentos de ar condicionado foi de 25 mil euros e este ano foi no valor de 32 mil euros e já foi quase tudo”, conta.
A procura implica algum tempo de espera “de 8 a 12 dias” para a instalação dos aparelhos, que pode, no entanto, ser de alguns meses se não houver equipamentos em stock.“O que a acontece por vezes é que os clientes vêm à procura de um modelo e temos o outro”, afirma admitindo que alguns modelos de uma das marcas com que mais trabalham estão esgotados e o tempo de entrega “é só para Setembro ou Outubro”, o que está relacionado com a escassez de materiais e de componentes electrónicos.
Também na empresa Tecnofrio, em Bragança, a procura registada este ano tem sido maior comparativamente a outros anos.
Fernando Correia gerente da empresa explica que são principalmente os ares condicionados os mais procurados e há os clientes têm de esperar algum tempo para ter os aparelhos instalados em casa.
“Neste momento temos uma lista de espera de uma semana e meia. Porque não temos pessoas suficientes e porque há falta de alguns equipamentos. Para responder mais prontamente, à procura intensa das últimas duas semanas, a empresa teria de ter pelo menos mais quatro equipas a trabalhar” além dos quatro funcionários, o que “é depois impossível manter estas pessoas”.
Na loja Casa Aníbal em Bragança houve mesmo muitos equipamentos de refrigeração que esgotaram no segundo dia da onda de calor, conta a proprietária Maria Gonçalves.
“Tivemos uma semana sem nenhuns equipamentos de refrescar, vieram na semana passada e agora já podemos dar resposta aos clientes”, afirmou.
Maria Gonçalves reconhece que a procura é mais intensa nos dias em que o calor aperta e não por antecedência.
“Quando começa a fazer calor é que as pessoas se lembram e vêem que precisam de equipamentos de climatização, porque este ano tem sido terrível”, apesar de na região ser normal fazer muito calor “mas não tão intenso”.
Com o calor a apertar, a corrida à compra de aparelhos para refrescar a casa cresce em Bragança e por vezes os equipamentos chegam mesmo a esgotar. Escrito por Brigantia.